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Economia
Bolsas europeias fecham sem direção única com guerra comercial no radar
Publicado por Estadão Conteúdo

As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta terça-feira, 3, com a maioria em queda - apenas as bolsas de Frankfurt e Milão avançaram. Os índices foram pressionados pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de prazo maior para que EUA e China fechem um acordo comercial inicial, além da ameaça de tarifas a produtos da França, um dia após anunciar barreiras tarifárias a Brasil e Argentina.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,60%, em 398,30 pontos. Na bolsa de Londres, que liderou a queda, o índice FTSE 100 encerrou o pregão com recuo de 1,75%, com 7.158,76 pontos. Destaque para ações da Antofagasta, que apresentaram queda de 2,81%. Os papéis do Barclays desvalorizaram 1,68%, e as ações da BHP Group caíram 2,58%.

Em meio à cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que acontece em Londres, Trump ameaçou impor tarifas a vinhos da França e "todo o resto", em retaliação a um imposto sobre receita de empresas digitais do governo da França, que afeta algumas companhias americanas. A declaração amplia tensões comerciais, um dia após Trump anunciar barreiras tarifárias para o aço e alumínio exportados por Brasil e Argentina.

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, também disse hoje que a União Europeia (UE) não tem cumprido as regras da Organização Mundial de Comércio (OMC) determinadas no caso sobre subsídios irregulares à Airbus (-4,41%). "Nossa reclamação é legítima", argumentou. Segundo ele, é "difícil dizer" que o imposto da França sobre grandes empresas do setor de tecnologia não seria "antiamericano".

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, recuou 1,03%, a 5.727,22 pontos. Destaque para ações da Credite Agricole, que caíram 1,74%, e os papéis da PNB Paribas, que se desvalorizaram 1,69%, além das ações da Louis Vuitton, que cederam 1,48%.

Para ampliar o cenário de cautela hoje, Trump também afirmou que não há um prazo para um acordo comercial com a China, acrescentando que "em alguma medida" seria melhor deixá-lo para depois das eleições presidenciais de 2020 nos EUA, no final do próximo ano.

Em Madri, o índice Ibex 35 fechou em queda de 0,22%, em 9.135,70 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 caiu 0,99%, a 5.037,61 pontos.

Na contramão das demais bolsas europeia, o índice DAX, da bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 0,19%, a 12.989,29 pontos. As ações da Siemens fecharam em valorização de 0,62%, as da Beiersdorf com alta de 1,26% e os papéis da Bayer em avanço de 0,16%.

Na Bolsa de Milão, o índice FTSE MIB teve leve alta 0,03%, a 22.736,52 pontos. No noticiário corporativo, destaque para o UniCredit, maior banco da Itália, que mais cedo anunciou planos de eliminar cerca de oito mil empregos e fechar 500 agências até 2023, como parte de uma estratégia para impulsionar seu lucro e reduzir custos. Os papéis da empresa fecharam em queda de 0,45%.
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