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Economia
Ibovespa sobe 0,56% com negociação EUA-China e aprovação da cessão onerosa
Publicado por Estadão Conteúdo

O Ibovespa emendou nesta quinta-feira (10) o segundo pregão consecutivo de alta em dia de apetite externo ao risco, alimentado pelo otimismo com a retomada das negociações comerciais sino-americanas, após declarações positivas do presidente dos EUA, Donald Trump. No front doméstico, a aprovação pela Câmara, quarta à noite, das regras para partilha dos recursos do megaleilão da cessão onerosa afastou os temores de aumento das tensões políticas e possível atraso na votação final da reforma da Previdência no Senado.

Pela manhã, o Ibovespa chegou a superar os 102 mil pontos, com altas firmes de papéis de empresas de commodities e exportadoras, mas perdeu um pouco do ímpeto ao longo da tarde, em sintonia com o movimento dos índices acionários em Wall Street. Com mínima aos 101.152,12 pontos e máxima aos 102.482,98 pontos, o principal índice da B3 encerrou o pregão aos 101.817,13 pontos, em alta de 0,56%. Com os ganhos quarta e quinta, as perdas acumuladas na semana caíram para 0,72%. Em outubro, o índice ainda acumula desvalorização de 2,80%.

"Havia muito ruído quarta à noite sobre as negociações dos Estados Unidos com a China. Os mercados abriram com cautela, mas acabaram se animado com Trump. O ambiente ainda é de muita incerteza e volatilidade", afirma Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, ressaltando a falta de fôlego do Ibovespa para se manter na casa dos 102 mil pontos.

Após notícias dando conta de que a agenda de encontros entre chineses e americanos poderiam ser encurtada, em meio à troca de farpas de ambos os lados, o presidente dos EUA usou o Twitter para arrefecer os ânimos. Ele afirmou que deve se encontrar com o vice-premiê chinês Liu He nesta sexta-feira (11). Foi o que bastou para que os investidores saíssem da retranca e empurrassem bolsas e preços de commodities para cima, enquanto vendiam títulos do Tesouro americano (cujas taxas subiram) e compravam moedas emergentes, à exceção do real, que se depreciou por questões domésticas.

Não por acaso, as maiores altas do índice foram de Vale ON (3,44%), siderúrgicas - Gerdau PN (3,67%), Usiminas PNA (2,33%) - e da Suzano ON (5,34%). O Índice de Materiais Básicos da B3 fechou em alta de 3,30%. Os papéis do setor financeiro também avançaram, com destaque para as units do Santander (2,24%) e as PN do Bradesco (1,13%).

Operadores também citaram como fato positivo o resultado da 16ª Rodada de Licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP) pela manhã. O governo arrecadou R$ 8,915 bilhões em bônus de assinatura (valor recorde). A Petrobras disputou dois blocos e levou um deles, na Bacia de Campos, em parceria com a petroleira britânica BP Energy.

A empresa afirmou que realizará o pagamento de sua parte no consórcio (R$ 1,435 bilhão) ainda neste ano. As ações da Petrobras apresentaram desempenho modesto, com alta inferior a 1%, a despeito da alta firme dos preços futuros do petróleo no mercado internacional. "O leilão da ANP foi bom, com ágio grande, mas o que interessa mesmo para a Petrobras é o megaleilão da cessão onerosa. O papel da empresa deve começar a andar mais no fim deste mês, já que a operação será em novembro", afirma um experiente operador de ações de uma corretora local.

Quarta à noite, a Câmara aprovou o projeto de partilha dos recursos da cessão onerosa - 15% para os municípios e 15% para os Estados. A matéria segue agora para o Senado, onde deve ser apreciada na próxima terça-feira (15). Uma vez limpa a pauta, a Casa pode votar a reforma da Previdência em segundo turno no dia 22 de outubro.

"O que importa para o mercado é que a reforma da Previdência seja aprovada para que o governo passe para as próximas pautas. Além da questão da guerra comercial, a alta do Ibovespa depende de que a economia mostre alguma recuperação", afirma Galdi, da Mirae.

O crescimento de 0,1% das vendas do varejo em agosto ante julho (com ajuste sazonal) ficou abaixo da mediana do Projeções Broadcast (0,30%), mas dentro do intervalo das estimativas colhidas de queda de 0,90% a avanço de 0,80%. Os papéis das varejistas apanharam na B3. O índice do setor de consumo fechou em queda de 0,46%.
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