quinta-feira, 7 julho, 2022
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Dólar recua a R$ 2,34 após BC confirmar rolagem de contratos

SÃO PAULO – A informação de que o Banco Central pretende rolar os US$ 11 bilhões em contratos de swap cambial que vencem em 3 de fevereiro a a expectativa de entrada de recursos fazem o dólar comercial recuar frente ao real nesta segunda-feira. A divisa já abriu as negociações em queda e às 14h23m caía 0,67%, sendo negociada a R$ 2,347 na compra e R$ 2,349 na venda, a menor cotação em duas semanas. Na máxima do dia, a divisa subiu até R$ 2,363 (queda de 0,08%) e na mínima bateu em R$ 2,341 (baixa de 1,01%). Na sexta, após dados mais fracos do mercado de trabalho americano, o dólar recuou mais de 1%.

– O mercado está reagindo ao anúncio antecipado do BC de que vai rolar os US$ 11 bilhões em contratos de swap cambial que vencem em fevereiro. Com isso, o BC tirou um fator de incerteza do radar dos investidores – diz um operador.

Nesta semana, o Banco Central vai iniciar a rolagem dos contratos de swap cambial, que vencem em 3 de fevereiro. Os detalhes da rolagem serão divulgados na quarta. Hoje, o BC fez mais um leilão de contratos de swap cambial, que equivale a uma venda de moeda no mercado futuro. A autoridade monetária vendeu os quatro mil contratos, totalizando US$ 199,2 milhões.

Segundo analistas, o dólar também renova a mínima com volume baixo de negociações fraco e expectativa de entrada de fluxo com a emissão em euros do BNDES. A Petrobras deu início às captações no exterior este ano.

Nesta segunda, o dólar volta a subir frente a divisas de países emergentes, como o peso mexicano, a lira turca e o rand sul-africano, depois da queda de sexta, provocada pelo número mais fraco de novas vagas criadas nos Estados Unidos. Esperava-se a criação de mais de 200 mil vagas, mas foram abertas apenas 74 mil novas vagas.

“A possibilidade de que a retirada de estímulos à economia americana seja mais lenta do que se acreditava, após o dado fraco de emprego dos EUA, explica a perda de valor do dólar frente às moedas de alguns países asiáticos no exterior”, escreve em relatório o economista Octávio de Barros, do Bradesco.

Bolsa está em alta seguindo exterior

Em dia de agenda fraca de indicadores econômicos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue os mercado externos. Pela manhã, o Ibovespa, índice de referência do mercado brasileiro, subiu acompanhando os mercados europeus, mas perdeu força com a abertura das Bolsas americanas no campo negativo. Às 14h23m, o índice se desvalorizava 0,26% aos 49.565 pontos e volume negociado de R$ 2,5 bilhões.

Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, Vale PNA sobe 0,23% a R$ 30,16; Petrobras PN tem queda de 0,50% a R$ 15,89; Itaú Unibanco PN sobe 0,09% a R$ 30,96 e Bradesco PN recua 0,76% a R$ 27,42.

A maior alta é apresentada pelos papéis ordinários da Gafisa, com ganho de 4,78% a R$ 3,51, enquanto a maior desvalorização é dos papéis ordinários da Qualicorp, com baixa de 2,35% a R$ 20,36.

O conselho de administração da mineradora MMX aprovou a proposta de grupamento de ações na proporção de seis para uma ação. O total de ações ordinárias da companhia passará de 973.227.439 para 162.204.573. Segundo documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), acionistas que possuírem frações de ações receberão uma doação para que cada um receba um número inteiro de papéis. Os papéis ordinários da mineradora recuam 1,0% a R$ 0,71.

Na Europa, Bolsas se valorizam puxadas por ações de bancos

Nos EUA, os principais índices abriram em queda, ainda repercutindo a criação de apenas 74 mil empregos em dezembro. O S&P 500 recua 0,11%; o Dow Jones perde 0,16% e o Nasdaq está praticamente estável com leve alta de 0,03%.

Na Europa, as principais Bolsas sobem, puxadas principalmente pelos papéis do setor bancário, devido a medidas de maior flexibilização dos reguladores do setor sobre o crédito, diminuindo rumores de que haja restrição de crédito no continente. O índice Dax, principal indicador da Bolsa de Frankfurt, tem alta de 0,35%.

Na agenda de hoje nos Estados Unidos está prevista apenas a divulgação do resultado das contas públicas do país referentes ao mês de dezembro. O mercado aguarda a divulgação, na quarta-feira, do Livro Bege, um compêndio de informações da economia americana, elaborado pelo Federal Reserve, o banco central americano.

Juros futuros abrem em alta

No mercado de juros futuros, as taxas dos depósitos interfinanceiros (DIs) estão em alta na BM&FBovespa. A taxa do DI com vencimento em janeiro de 2015 subia de 10,61% para 10,67%, seguida pela taxa do DI para janeiro de 2017, que passava de 12,22% para 12,23%. Depois da surpresa do IPCA, índice oficial de inflação que terminou 2013 em 5,9%, acima da previsão do mercado, os investidores voltam suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana. O mercado aposta numa alta da Selic, a taxa básica de juro, entre 0,25 e 0,50 ponto percentual. A Selic atualmente está em 10% ao ano.

No relatório Focus de hoje, os economistas ouvidos pelo BC elevaram a expectativa para IPCA para 2014, de 5,97% para 6%, mas mantiveram a projeção de 5,50% do IPCA para 2015, conforme a estimativa da semana anterior. A estimativa para a Selic ficou estável em 10,50% ao ano ao final de 2014.

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