É Tudo Verdade premia filme sobre coleção etnográfica do Brasil do século 19; veja

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O festival internacional de documentários É Tudo Verdade anunciou os vencedores de 2024. “Tesouro Natterer”, de Renato Barbieri, foi o ganhador da competição brasileira, enquanto “Cento e Quatro”, do alemão Jonathan Shornig, foi eleito o melhor longa do circuito internacional.

O filme de Barbieri, que leva um prêmio de R$ 20 mil, segue a história do enorme acervo etnográfico de povos indígenas brasileiros, abrigado em dois museus de Viena, na Áustria. Os objetos foram reunidos pelo naturalista Johann Natterer no século 19.

Já o longa de Shoring se debruça sobre o resgate de imigrantes que tentam atravessar o mar Mediterrâneo em barcos, do ponto de vista dos brigadistas.

O júri da competição internacional, composto pelos cineastas Helena Solberg e Mark Cousins e pelo produtor Sérgio Tréfaut ainda concedeu a menção honrosa a “Diários da Caixa Preta”, da japonesa Shiori Ito, que documentou sua luta para processar o homem que a estuprou.

Na competição de curtas-metragens brasileiros, “As Placas São Invisíveis”, de Gabrielle Ferreira, foi o vencedor. O filme acompanha cinco estudantes negras na Universidade de São Paulo em 2015, momento de grande debate entorno do estabelecimento de cotas raciais nas universidades.

Entre as produções estrangeiras, “Só a Lua Entenderá”, de Kim Torres, foi o vencedor. O curta usa uma narrativa fantástica para fazer um retrato poético da infância e do envelhecimento.

“Tesouro Natterer” e “Cento e Quatro” terão novas exibições no dia 14 de abril, às 16h00 e às 18h00, no espaço Itaú Augusta, em São Paulo e, nos mesmos horários, no Estação NET Botafogo, no Rio de Janeiro. A organização do festival também já anunciou as datas para a edição de 2025, que deve acontecer entre os dias 3 e 13 de abril.

Veja a lista completa de vencedores do 29º É Tudo Verdade:

Melhor longa ou média-metragem brasileiro

“Tesouro Natterer”, de Renato Barbieri (vencedor)

Melhor curta-metragem brasileiro

“As Placas São Invisíveis”, de Gabrielle Ferreira (vencedor)

“Aguyjevete Avaxi’i”, de Kerexu Martim (menção honrosa)

Melhor longa ou média-metragem internacional

“Cento e Quatro”, de Jonathan Schornig (vencedor)

“Diários da Caixa Preta”, de Shiori Ito (menção honrosa)

Melhor curta-metragem internacional

“Só a Lua Entenderá”, de Kim Torres (vencedor)

Prêmio Canal Brasil de Curtas

“A Edição do Nordeste”, de Pedro Fiuza

Prêmio EDT, da Associação de Profissionais de Edição Audiovisual, para melhor montagem

“Utopia Muda”, de Julio Matos, com montagem de Lucas Lazarini e Julio Matos (curta)

“Fernanda Young -Foge-me ao Controle”, de Susanna Lira, com montagem de Ítalo Rocha (longa)

Prêmio Mistika

“As Placas São Invisíveis”, de Gabrielle Ferreira

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