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Dorival não responde sobre pix de parentes de Paquetá a Luiz Henrique

FolhaPress 27/09/2024 15:00

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - O técnico Dorival Júnior não respondeu sobre as transferências de parentes de Lucas Paquetá a Luiz Henrique. O UOL revelou que o atacante do Botafogo recebeu R$ 40 mil de familiares do meia do West Ham.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Dorival optou por não responder sobre o assunto e repassou a pergunta para Rodrigo Caetano, diretor da CBF.

"O Rodrigo Caetano ao longo da semana foi indagado dessa situação. Ele pode repetir as colocações que fez", disse o treinador.

Caetano afirmou que não há investigação em andamento sobre Luiz Henrique e, assim, a CBF entendeu por convocá-lo outra vez.

"A CBF se posicionou e você ajudou na resposta falando da presunção [de inocência]. Ela se repete. Luiz Henrique e Paquetá, também citado, ambos atuam pelos seus clubes, principalmente no caso do Luiz não há ação contra, investigação da La Liga. CBF não é órgão apropriado para fazer julgamento. CBF tem contato contínuo com todos os agentes, ligas, enfim, relacionado a todos os atletas e base também. Para qualquer tipo de sinalização de ação e investigação. Isso chegaria até nós porque temos órgão e departamento disso. Não tivemos nenhuma sinalização contrária ao Luiz e vai servir a seleção, pelo menos por enquanto. Se houver algum posicionamento diferente, também nos posicionaremos de forma diferente", disse.

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AS TRANSFERÊNCIAS

O UOL mostrou que familiares do meia Lucas Paquetá, do West Ham (Inglaterra), fizeram duas transferências, totalizando R$ 40 mil, para o atacante Luiz Henrique, do Botafogo.

O UOL teve acesso aos comprovantes das transferências e as confirmou também com pessoas envolvidas na operação, entre elas um tio de Paquetá.

Luiz Henrique é citado na investigação sobre manipulação de resultados em que Paquetá é acusado de forçar cartões amarelos para favorecer apostas esportivas. Esse processo é sigiloso e conduzido pela FA, a federação inglesa de futebol.

A investigação da entidade inglesa desconhecia os pagamentos de familiares do meia do West Ham ao atacante do Botafogo.

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As transações ocorreram dias após Luiz Henrique receber cartões amarelos quando ainda defendia o Bétis, da Espanha, no início de 2023.

O tio de Paquetá, Bruno Tolentino, admite que já ganhou dinheiro por apostas em pelo menos um dos jogos disputados por Luiz Henrique. Bruno é o autor de uma das transferências.

Os familiares do jogador do West Ham também apostaram que o próprio meia tomaria cartões em jogos. Essa informação consta em relatório que faz parte da investigação da FA e foi admitida ao UOL pelo tio de Paquetá.

La Liga e a RFEF, a Federação Espanhola, responsáveis pelo futebol espanhol, não abriram procedimentos disciplinares contra Luiz Henrique.

A reportagem procurou a RFEF por duas semanas para saber os motivos da decisão, mas não obteve retorno.

O Bétis informou ao UOL que Luiz Henrique negou as acusações. Baseado na presunção de inocência, o clube apoiou o jogador.

O clube afirma também que consultou a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a RFEF e ouviu que não havia inquérito aberto.

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O Botafogo cita um certificado da federação espanhola e diz que "não há investigação ou pendência jurídica desta natureza envolvendo o jogador Luiz Henrique".

Junior Mendonza, empresário de Luiz Henrique, negou envolvimento do jogador: "O atacante Luiz Henrique já prestou os seus devidos esclarecimentos sobre o assunto aos órgãos responsáveis. Inclusive, o caso já foi investigado e arquivado pela Federação Espanhola", falou à reportagem. "O tema vir à tona num momento tão decisivo para o Botafogo e, na semana de convocação para seleção brasileira, nos causou surpresa e estranheza, visto que o jogador não é objeto de investigação ou procedimento por violações desta natureza", completou.

A assessoria de imprensa de Paquetá disse que o jogador não comentaria.

Em março, em entrevista coletiva pela seleção, o meia disse que não falaria mais sobre o caso porque a investigação é sigilosa.

Os familiares do meio-campista negam participação no suposto esquema de uso da informação privilegiada e combinação de cartões amarelos para ganhar dinheiro com apostas em jogos de futebol.

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