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Dorival cita dúvidas e o efeito de não ter Neymar no Brasil x Colômbia

FolhaPress 19/03/2025 17:57

BRASÍLIA, DF (UOL/FOLHAPRESS) - O técnico da seleção brasileira, Dorival Júnior, disse que ainda está com dúvidas em relação à escalação da seleção brasileira para o jogo desta quinta (20), contra a Colômbia, pelas Eliminatórias.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ao longo de várias perguntas na entrevista coletiva em Brasília, Dorival deu algumas pistas sobre a dor de cabeça:

Quantas dúvidas? "Uma ou duas".

Qual posição? "No meio e ataque".

A dúvida é Savinho ou João Pedro? "Não".

O fato é que o treinador testou João Pedro no ataque, depois de ter usado Savinho no treino desta terça (18), ainda no Bezerrão. Mas aponta o dilema para encarar os colombianos.

Se tiver mesmo João Pedro, ele apontou como o atacante do Brighton pode ser útil.

"O João flutua muito, mas ele é um homem que tem chegado muito a área, jogando assim na sua equipe. Ora como homem de referência, ora como segundo homem. Ele tem que coordenar essas característica que ele possuiu e em cima disso tirar a característica de cada um. Eu estou tentando manter os jogadores na posição que eles jogam em suas equipes, desde o começo, fazendo uma ou outra alteração em função dos adversários. Mas tentando aproveitar o que eles já têm e já fazem em suas equipes de origem", disse Dorival.

SESC PICASSO

Qualquer desenho que coloque amanhã em campo, não será o original. Dorival projetava Neymar em ação, mas o corte aconteceu de última hora, na semana passada.

"Sobre o Neymar, é natural que a gente monte todo um trabalho em cima de um jogador. Acabou não acontecendo por um problema, temos que respeitar isso e aguardar na torcida que ele se recupere logo. No mais, são opções que nós temos de uma mudança ou outra", explicou Dorival, instantes antes do último treino antes da partida.

O QUE MAIS DORIVAL DISSE

Escolha dos jogadores e posições

"É você definir funções iniciais. Isso não quer dizer que em uma jogada ou outra, não aconteça alterações de comportamentos, eu dou toda liberdade possível. Quero tentar respeitar o que eles estão fazendo nos clubes. Qual é a função que o Raphinha vem executando no Barcelona, a função do Rodrygo... Nós tentamos preservar tudo isso, para que ele se sintam confortáveis em campo. É muito complicado você mudar uma função, por mais que os jogadores se adaptem rápido. Isso é um fato importante. Depois, dar liberdade para que a gente jogue com alegria. Jogar com obrigação só depois de finalizar a jogada. Terminou, Raphinha está pelo lado esquerdo? Ele vai voltar pelo lado esquerdo. Cada um busca dentro da sua condição e não altera aquilo que vem realizando em clubes. Esse é o cuidado que estamos tendo. O tempo é muito curto, e não temos tempo de ficar inventando. Até para buscar esses resultados que serão muito importantes na nossa sequência".

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Laterais ofensivos ou marcadores?

"Nós temos que buscar sempre opções, pela não convocação de um nome ou outro, temos que sempre buscar equilíbrio. A marcação tem que ser montada a partir do que é apresentado pelo adversário. Dando liberdade de apoio pelos lados, ao mesmo tempo com a responsabilidade que cada um tem para iniciar a retomada de bola a partir do momento que não a tenhamos. Isso facilita presença de laterais apoiadores e que tem essa característica. Tudo isso é uma organização natural a partir do momento que tenhamos nomes disponíveis ou não".

Rendimento contra grandes adversários

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"Eu quero ver a Seleção render em qualquer momento, independente do adversário que tenhamos. Teremos dois compromissos muito complicados, mas nossos adversários também reconhecem a condição da seleção brasileira. Estamos melhorando a cada momento, é uma subida gradativa que esta acontecendo. Espero que a gente continue nesse processo, para que no final dessa rodada a gente tenha uma possibilidade mais real e clara do que pode acontecer ate os momentos finais dessa fase classificatória".

Aprendizado no comando da Seleção

"Eu acho que é um aprendizado contínuo. É uma mudança por completo do que é desenvolvido em clubes. Óbvio que eu levei um tempo para me adaptar a tudo isso. Mudamos nossa maneira de treinamentos e a forma de passar a mensagem aos jogadores, porque é pouco tempo que estamos em contato. Eu acho que tudo isso foi melhorado a partir do momento em que tivemos três meses muito próximos entre uma convocação e outra. Os jogadores já tem um entendimento muito melhor do que estamos buscando. Tivemos o período da Copa América como treinamento, também muito importante. A evolução vem acontecendo, tenho uma convicção muito grande de que esta equipe esta perto de um acerto. Eu espero que aconteça rapidamente e que essa organização se mantenha mais e mais tempo, que é tudo que nós buscamos".

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