Dólar abre em leve queda nesta terça-feira após Lula pedir ação contra alta da moeda

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar abriu em leva queda nesta terça-feira (2), apesar do avanço da moeda norte-americana no exterior, com o mercado atento à nova entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã, na qual disse estar preocupado com o movimento recente do câmbio no Brasil e pediu intervenção do BC (Banco Central).

A moeda norte-americana começou em queda de 0,2%, cotada a R$ 5,6425, às 9h06. Na segunda-feira (1º), o dólar voltou a estabelecer seu maior valor nominal desde janeiro de 2022 ao terminar o dia cotado a R$ 5,652.

Além da fala de Lula, os investidores aguardam a divulgação de novos dados de emprego nos Estados Unidos e um discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), Jerome Powell, que devem ocorrer nesta manhã.

As apostas sobre quando o banco central americano deve iniciar seu ciclo de corte de juros segue como principal motor do mercado internacional. Os números desta terça, assim como as falas de Powell, podem dar pistas sobre a atual situação da economia americana.

O cenário fiscal local também segue no radar de investidores. Na noite de segunda, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o contingenciamento de despesas no Orçamento de 2024 será do “tamanho necessário” para cumprir as regras do arcabouço fiscal.

Na sessão de segunda, o principal motor foi o forte avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os chamados “treasuries”, no exterior.

O aumento nos rendimentos dos treasuries, que atingiram o maior valor em um mês, beneficia o dólar pois aumentar a atratividade da renda fixa americana, considerada bastante segura. Assim, mercados de maior risco, como países emergentes, acabam sendo penalizados.

Nas últimas semanas, no entanto, a moeda norte-americana tem acumulado uma série de ganhos ante o real principalmente por conta de preocupações com o rumo das contas públicas brasileiras e com as críticas do presidente Lula à condução da política monetária pelo Banco Central.

Na segunda, aliás, Lula voltou a citar a autoridade monetária em entrevista ao afirmar que quem quer o BC autônomo é o mercado. Ele disse, ainda, que o próximo presidente da autarquia olhará o Brasil da forma que o país realmente é, e não do jeito que o mercado financeiro fala.

Lula também afirmou que não dá para o presidente do BC ser mais importante que o presidente da República.

“Eu estou há dois anos com o presidente do Banco Central do [ex-presidente Jair] Bolsonaro, não é correto isso”, disse o presidente, em entrevista à rádio Princesa.

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