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Ditadura da Venezuela prende coordenador do partido de María Corina

FolhaPress 15/12/2025 13:28

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ditadura da Venezuela prendeu nesta segunda-feira (15) um dos dirigentes do partido Vamos Venezuela, liderado por María Corina Machado. De acordo com a sigla, agentes do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional) "sequestraram" Melquiades Pulido García enquanto ele caminhava na manhã desta segunda em Caracas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

ONGs de direitos humanos afirmam que há cerca de 900 presos políticos na Venezuela hoje. Segundo a Foro Penal, uma das mais importantes entidades de defesa de opositores do regime Nicolás Maduro, a ditadura utiliza estratégias sistemáticas de perseguição política, incluindo desaparecimentos forçados e detenções arbitrárias.

O Vamos Venezuela disse em nota que García "sofre de doença de Parkinson e precisa de atenção médica de alta complexidade" para evitar problemas cardíacos. O partido exigiu a libertação imediata do dirigente e de todos os presos políticos.

Segundo a ONU, a repressão do regime Maduro aumentou nos últimos meses. No último dia 29, o Sebin perendeu um dos principais sindicalistas do país, José Elías Torres, e também está detido desde sábado (13) Nicmer Evans, diretor do site de notícias Punto de Corte.

SESC PICASSO

Também nesta segunda, a equipe de María Corina disse que ela foi diagnosticada com uma fratura vertebral. A lesão teria sido sofrida durante a turbulenta fuga da opositora, que deixou a Venezuela para ir à Noruega, onde foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz.

A operação que retirou a política do país incluiu, além do uso de um disfarce, uma viagem de barco em mar revolto que durou de 13 a 14 horas, de acordo com pessoas envolvidas. María Corina está em Oslo, capital noruguesa, desde a última quinta (11).

Segundo a equipe da opositora, o ferimento aconteceu no trecho da viagem realizado em um pequeno barco de pesca, que navegou sob difíceis condições climáticas e altas ondas. María Corina passou por atendimento médico no Hospital Universitário de Ulleval, em Oslo, onde a fratura vertebral foi identificada.

CONTADOR - BONUS

"O estado de saúde da paciente é resultado das condições físicas extremas de sua viagem", afirmou em nota o hospital, que não deu detalhes da gravidade do ferimento. Apesar do diagnóstico, a equipe de María Corina afirma que ela ainda pretende voltar à Venezuela, onde vivia na clandestinidade.

"María Corina segue totalmente comprometida com seu trabalho político e democrático. Ao mesmo tempo, seguirá as recomendações médicas", disse a assessoria da política.

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