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Departamento de Educação dos EUA anuncia demissão de metade dos funcionários

FolhaPress 11/03/2025 20:39

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Departamento de Educação dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (11) o início de um processo para demitir 50% de sua força de trabalho, dias após o presidente Donald Trump reforçar sua ameaça de fechar de vez a pasta como parte de seus esforços controversos para enxugar o governo federal.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Segundo o jornal americano The Washington Post, pelo menos 1.315 funcionários serão demitidos, e outros 600 já aceitaram propostas para deixar seus cargos de forma voluntária. O departamento ficará com menos de 2.200 funcionários no total -eram 4.133 pessoas no primeiro dia do governo Trump.

Funcionários impactados serão colocados em licença administrativa a partir de 21 de março, de acordo com comunicado divulgado pelo departamento. Em nota, a secretaria responsável pela pasta, Linda McMahon, disse que as demissões visam garantir mais eficiência e responsabilidade. "Esse é um passo significativo para restaurar a grandeza do sistema educacional dos Estados Unidos", afirmou ela.

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Os cortes na educação são alvos de críticas, entretanto. O sindicato que representa mais de 2.800 funcionários do departamento prometeu lutar contra o que chamou de "medidas draconianas".

"O que ficou claro nas últimas semanas de demissões em massa, caos e falta de profissionalismo incontrolável é que esse regime não tem respeito pelos milhares de trabalhadores que dedicaram suas carreiras a servir seus compatriotas", disse Sheria Smith, presidente da Federação Americana de Funcionários do Governo Local 252, que representa empregados desse órgão.

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De acordo com uma autoridade ouvida pelo Washington Post, todas as áreas do departamento serão afetadas.

Desde a campanha eleitoral, Trump vem dizendo que o sistema educacional poderia ficar a cargo dos estados "se o Departamento de Educação for extinto", e que outras pastas federais, como a do Tesouro, podem assumir a responsabilidade por empréstimos a estudantes do ensino superior.

A promessa de abolir a pasta remonta ao primeiro mandato de Trump (2017-2021), quando o republicano já falava em fechá-lo. O Congresso, no entanto, não agiu na época --por lei, o Departamento de Educação, criado em 1979 sob a presidência do democrata Jimmy Carter, não pode ser fechado sem a aprovação de pelo menos 60 dos 100 senadores americanos.

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Nos EUA, como no Brasil, as escolas públicas são administradas principalmente por governos locais, sejam estaduais ou municipais. Entretanto, ao contrário do MEC (Ministério da Educação), o Departamento da Educação dos EUA não tem poder sobre o currículo das escolas nem papel regulatório no ensino superior.

Outra diferença importante é que, enquanto o governo federal brasileiro é responsável por parte importante do financiamento da educação básica, nos EUA, 92% desse dinheiro vem dos estados, municípios ou do setor privado. Isso significa que a principal função da pasta americana é combater a discriminação e promover o acesso à educação e financiar empréstimos estudantis, pesquisa e auxílio a estudantes com deficiência.

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