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Corinthians calcula ter R$ 423 milhões em dívidas a curto prazo

FolhaPress 23/03/2024 09:52

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Corinthians tem mais de R$ 400 milhões em dívidas a serem pagas em até um ano.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

ALERTA AOS COFRES

O clube divulgou nesta semana o balancete financeiro de janeiro, primeiro mês sob a nova administração. A prestação mensal de contas era uma promessa de campanha da gestão Augusto Melo. Os números passaram por análise de auditoria externa e também por aprovação de órgãos internos.

A dívida a curto prazo é de R$ 423,791 milhões, de acordo com os cálculos do clube. O montante foi obtido reduzindo o ativo circulante (tudo o que entra nos cofres em até 12 meses), R$ 1,343 milhã, do total do passivo circulante (obrigações financeiras no mesmo período), R$ 1,767 milhão.

O documento traz como comparativo o valor em janeiro de 2023: R$ 443 milhões. No primeiro mês do ano passado, o passivo circulante era R$ 986.077, diante de R$ 543.077 de ativo do mesmo tipo.

SESC PICASSO

O economista Cesar Grafietti, no entanto, adota cálculo diferente. O especialista justificou ao UOL que parte do ativo circulante é "apenas contrapartida" do passivo circulante e que, por isso, não deve ser considerado na equação. O movimento seria uma estratégia dos clubes para "equilibrar" as contas no balancete.

Para ele, o valor da dívida a curto prazo do Corinthians é de aproximadamente R$ 774 milhões. A quantia corresponde à subtração do item 'Receitas a realizar', de R$ 993,6 milhões, do total do passivo circulante, e contempla as "obrigações relevantes", como salários, outros clubes, bancos e impostos renegociados.

O pagamento das dívidas de curto prazo é um dos principais desafios financeiros do Corinthians. O diretor financeiro, Rozallah Santoro, já afirmou que o clube precisa de "no mínimo três gestões" para acertar as contas e que sua meta pessoal é "equacionar o curto prazo e desafogar o fluxo de caixa".

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Não vejo nenhum cenário diferente de, no mínimo, três gestões, que façam tudo muito certo, que acertem muito mais do que errem. Se me perguntar qual minha meta pessoal, é equacionar esse curto prazo e desafogar o fluxo de caixa. Se eu não fizer isso, eu não resolvo o resto. (...) A gente abre o caixa todo dia e fala: 'Vamos pagar quem?'. Rozallah Santoro, ao De Primeira, em fevereiro

DÍVIDA GERAL

Para o Corinthians, o endividamento total do clube está em R$ 910,3 milhões, excluindo o débito com a Caixa pela Neo Química Arena — de mais de R$ 700 milhões. O cálculo é feito somando dos passivos e subtraindo o ativo circulante e o realizável a longo prazo.

O valor aumentou em comparação aos R$ 892,5 milhões de dívida do último balancete, de agosto de 2023. A gestão de Duilio Monteiro Alves não divulgou os documentos dos últimos meses do ano passado.

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Para Grafietti, o montante real da dívida é de R$ 1,319 bilhão. Ele somou o passivo circulante e o não circulante para então subtrair os itens 'Receitas a realizar' dos passivos e a 'Provisão para contingência - LP'. A equação foi: R$ 1,767 bilhão + R$ 566,6 milhões - R$ 993,6 milhões - R$ 11,7 milhões - R$ 9,8 milhões.

SUPERÁVIT NO 1º MÊS

O Corinthians teve superávit de R$ 67,9 milhões com o departamento de futebol em janeiro deste ano. O clube fechou o mês no azul com folga graças aos R$ 108,18 milhões com a transferência de atletas —quase R$ 100 milhões apenas com a venda de Moscardo ao PSG. No ano passado, o lucro no período foi de R$ 4,3 milhões.

Porém, o superávit geral foi de R$ 62,7 milhões. O clube social e os esportes amadores tiveram R$ 5,2 milhões de déficit.

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