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Coreia do Norte faz teste de míssil durante visita de Blinken a Seul e provoca EUA

FolhaPress 06/01/2025 12:54

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Coreia do Norte realizou, nesta segunda-feira (6), seu primeiro teste de mísseis do ano. A ação foi uma provocação aos Estados Unidos, cujo chefe da diplomacia, Antony Blinken, visitava Seul no momento do disparo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

De acordo com o Exército sul-coreano, o projétil era provavelmente um míssil balístico de alcance intermediário. Ele foi lançado por volta do 12h do horário local (0h em Brasília) e atravessou mais de 1.100 km antes de cair no mar. Foi o primeiro teste de mísseis de Pyongyang desde 5 de novembro do ano passado, quando o regime comunista disparou pelo menos sete mísseis balísticos de curto alcance.

Falando a jornalistas algumas horas depois do lançamento, Blinken afirmou que ele era

"apenas um lembrete de como é importante o nosso trabalho colaborativo". Ele fazia referência à cooperação militar entre EUA, Coreia do Sul e Japão frente aos avanços da Coreia do Norte e da China, aprofundada durante o governo Joe Biden e agora ameaçada com a chegada de Donald Trump ao poder.

SESC PICASSO

A parceria entre Seul e Tóquio foi por muito tempo considerada impensável devido aos traumas da ocupação da península coreana pelos japoneses entre 1910 e 1945. Estima-se que cerca de 780 mil sul-coreanos tenham realizado trabalho forçado no período, e que 200 mil mulheres e meninas tenham sido obrigadas a se prostituir.

O presidente sul-coreano afastado, Yoon Suk Yeol, fez da restauração dos laços com o país vizinho uma das prioridades de sua gestão. Mas o colapso de seu governo no início de dezembro pôs em risco a iniciativa, já bastante impopular —a oposição é contrária a ela, e se o presidente for removido permanentemente do cargo, são grandes as chances de que as eleições convocadas em seguida sejam vencidas por um crítico à colaboração entre os países.

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Yoon sofreu um impeachment no mês passado, depois de promover uma tentativa de autogolpe ao declarar lei marcial e, com isso, suspender os direitos políticos do país. A confirmação do impeachment depende agora da Corte Constitucional, órgão máximo da Justiça do país.

A mesma declaração de lei marcial fez do presidente alvo de uma investigação criminal paralela. Yoon é acusado de insurreição e abuso de poder, e recebeu uma ordem de prisão ao se recusar a prestar depoimento sobre o caso.

Polícia e agentes do gabinete anticorrupção tentaram executar a medida na sexta-feira (3), mas desistiram depois de passarem seis horas enfrentando, sem sucesso, a guarda presidencial e os apoiadores do líder em volta da residência oficial.

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O prazo de cumprimento da ordem expira nesta segunda, às 0h do horário local (12h em Brasília). Investigadores prometeram pedir uma extensão dela e, segundo a agência de notícias Yonhap, a polícia avalia prender membros das forças de segurança do presidente se elas continuarem a bloquear a entrada da residência na próxima vez em que o mandado de prisão for executado.

Ainda nesta segunda, a Procuradoria-Geral sul-coreana indiciou o comandante da Defesa responsável pelo setor de inteligência por seu papel na tentativa de autogolpe.

Blinken, que se reuniu com o presidente interino da Coreia do Sul, Choi Sang-mok, em Seul, comentou a turbulência política do país asiático durante a sua viagem. Ele disse que, embora Washington tivesse "sérias preocupações" sobre as ações de Yoon, também tinha confiança nas instituições do país e na resiliência da democracia.

"A resposta que vimos, e que esperamos continuar a ver, é uma resposta pacífica e totalmente consistente e de acordo com a Constituição e o Estado de Direito."

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