A Conmebol manteve a decisão de não validar a licença de treinador de Clarence Seedorf, do Corinthians, após avaliar a nova documentação entregue pelo clube, conforme informado inicialmente pelo Uol e confirmado pelo Estadão. Apesar disso, o técnico deve continuar comandando o time do banco de reservas durante as partidas, porém sem assinar as súmulas.
Para que essa condição seja possível, o holandês fará matricula em um curso da CBF Academy para receber uma licença provisória que permitirá a ele continuar regularizado no Boletim Informativo Diário (BID). Dessa forma, deve ser registrado em outra função para os jogos, enquanto um profissional do clube com licença válida será escolhido para assinar a súmula como treinador.
Seedorf possui a licença PRO, a mais alta da UEFA para treinadores, mas isso não garante a regularização na América do Sul. O questionamento da Conmebol está relacionado ao tempo de experiência dele como treinador.
Conforme acordado por Uefa e Conmebol, um treinador precisa de três anos de trabalho à frente de equipes profissionais que sua certificação europeia seja reconhecida também pela confederação sul-americana.
Desde que iniciou a carreira como técnico, em 2014, Seedorf passou por Milan, Shenzhen FC, Deportivo La Coruña e seleção de Camarões, mas acumula por volta de 27 meses de atuação, abaixo dos 36 meses exigidos pela Conmebol para reconhecer a certificação.
Depois de anunciado, o holandês levou um tempo até estrear pelo Corinthians. Ele não teve o nome publicado no BID e, então, acompanhou da arquibancada da Neo Química Arena o empate com o Vitória pelo Brasileirão.