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Como Belém se tornou a casa do Brasil no Norte e entrou na rota do futebol

FolhaPress 11/11/2024 11:36

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Depois de abrir as Eliminatórias em Belém (PA) no ano passado, a seleção retorna à capital paraense para um período de treinos antes da viagem até a Venezuela. As duas visitas em dois anos representam uma nova fase futebolística da cidade.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Belém se tornou a casa da seleção brasileira na região Norte do país. O movimento tem origem política, com os laços estreitados entre o governador Hélder Barbalho, o presidente da Federação Paraense, Ricardo Gluck Paul, e Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.

A capital ficou 12 anos sem receber um jogo da seleção antes de sediar a vitória por 5 a 1 do Brasil sobre a Bolívia em 2023. Agora, apesar de não receber o duelo contra o Uruguai, será casa dos treinos da seleção.

Belém também entrou na rota dos estádios para o Mundial Feminino. O Mangueirão é o único estádio que não foi uma das arenas da Copa do Mundo de 2014 que pode ser um dos eleitos pela Fifa.

A Supercopa do Brasil de 2025 será disputada no Mangueirão —o Flamengo confirmou presença. O estádio é estadual e, por isso, o trâmite é facilitado assim como o cuidado com o gramado.

A Federação Paraense quer mostrar o estado como polo do futebol e aumentar visibilidade do clássico Remo x Paysandu. Para isso, usa a paixão local e o estádio cheio a seu favor.

SESC PICASSO

Esse trabalho de trazer os jogos para Belém tem dois caminhos. Um é o trabalho político junto à CBF. Eu preciso ser justo: com sensibilidade do presidente Ednaldo. E também por causa do equipamento. O Mangueirão passou por reforma recente. O governador deixou o estádio em alto padrão. Lutar por eventos tem sido foco estratégico da federação. Quando a gente assumiu, tinham cinco competições por ano. O futebol estava apagado. Saltamos para 37 e a projeção para o próximo ano é 45. Um número alto, ficaria só atrás do Rio em quantidade de competições. Estamos tentando colocar o Pará na rota e nos apresentar como alternativa para grandes eventos Ricardo Gluck Paul

Ricardo é ex-presidente do Paysandu. Ele não se colocava como oposição à gestão anterior, mas tem ideias distintas em relação ao que era aplicado na época do Coronel Nunes, por exemplo, que posteriormente virou presidente interino da CBF.

CONTADOR - BONUS

Uma comparação que os paraenses fazem é com o nível de desenvolvimento que o futebol cearense teve nos últimos anos.

"Há dez anos atrás, o Pará tinha o mesmo nível de competitividade do Ceará. E eles decolaram. O Fortaleza, no sub-20, fazia 55 jogos. E o sub-20 do Paysandu fazia 15. O futebol paraense ficava para trás por causa da ausência de competições", disse Gluck.

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