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Com estilo vintage e fuga de polêmicas, Endrick se torna anti-Neymar na seleção

FolhaPress 21/06/2024 12:26

LOS ANGELES, EUA (UOL/FOLHAPRESS) - Jornalistas se espremiam por espaço contra a grade. A zona mista do enorme Kyle Field se tornou, de repente, pequena depois do aviso.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Vocês querem ele? Vou trazer aqui", disse Rodrigo Paiva, coordenador de comunicação da CBF.

"Ele" era Endrick. O garoto de 17 anos tinha acabado de ser citado na mesma frase que Pelé em uma sala a poucos metros dali. Havia repetido um feito do Rei ao marcar gols em três jogos consecutivos pela seleção antes de atingir a maioridade.

Endrick, é claro, já sabia de tudo: do fato, da frase e que seria perguntado sobre isso. E quis ir aos microfones, mas não para sorrir e se gabar: para ser firme e maduro como já demonstra há anos. Um garoto que nunca foi chamado de 'Menino Endrick'.

"Vocês são malucos", disse Endrick naquela entrevista. "Pelé é o Pelé".

Mais uma vez o que poderia se tornar uma polêmica não criou raízes. Novamente o adolescente de camisa pra dentro do calção e gola alta demonstrava toda sua sobriedade.

O ANTI-NEYMAR

SESC PICASSO

Há mais de uma década, um outro jovem talento surgia no mesmo time em que jogou Pelé e conquistando um título por esse clube que só o Rei havia conseguido. Mas a gola alta de Neymar no Santos tinha outras motivações.

Na idade de Endrick, o 'Menino Ney' circulava para todos os lados com seus 'tois', brigava com técnicos ou dava declarações que criavam polêmicas.

Comparações com Pelé? Surgiram, claro, e Neymar respondeu a perguntas com o sorriso de satisfação no rosto, falando sobre a alegria de atingir feitos do Rei.

Endrick até gosta de chamar atenção pelas vestimentas e seu estilo, mas comparado a Neymar é completamente low-profile. Não vai a festas e namora, por exemplo.

VINTAGE DE BERÇO

CONTADOR - BONUS

Se engana quem pensa que Endrick é um personagem montado. Pessoas próximas ao garoto garantem que o estilo vintage é fruto de suas preferências pessoais e pesquisas que faz sobre o passado.

A citação a Bobby Charlton depois da vitória do Brasil contra a Inglaterra, por exemplo, partiu dele, assim como os looks para se apresentar na seleção que parecem ter saído de uma revista dos anos 70. A sobriedade contrasta com a extravagância dos looks de outros craques.

"Ele não tem estilista, e nenhum de nosso estafe já avaliou ou discutiu com ele o que deveria vestir em qualquer aparição. As referências ao passado, provavelmente são fruto das pesquisas que ele faz regularmente pelos vídeos dos atletas que fizeram história dos grandes torneios, o que faz com que ele tenha contato com referências estéticas de décadas passadas regularmente, algo incomum entre os jovens que estão nesta sexta-feira (21) despontando no futebol, mas que não é estranho em outros segmentos. O vintage nunca foi tão contemporâneo", afirma Thiago Freitas, COO da Roc Nation, ao UOL.

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A prova da espontaneidade de Endrick talvez seja seu maior erro: a comemoração como 'Kong' que não pegou bem. Essa, assim como as outras, foram surpresas ao estafe, que conversou com ele após o episódio.

E nas conversas, Endrick demonstra ainda mais maturidade ao aceitar conselhos e ouvir atentamente os porquês, mas ali todos sabem que a decisão final é dele. Exemplo disso foi a viagem para a Europa no jatinho da presidente do Palmeiras Leila Pereira, quando Endrick aproveitou até para receber dicas de investimento da mandatária.

O que mais preocupa no momento é a exposição da vida pessoal no quesito relacionamento. Como Gabriely Miranda, sua namorada, é influencer, a exposição é inevitável, mas o estafe desencoraja muita exposição pessoal. Até a entrevista ao jornalista Pedro Bial virou case para avaliação interna.

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