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Clubes fazem reunião de emergência na FPF após veto às bets e querem diálogo com o governo

Estadão Conteúdo 28/09/2026 10:48

Clubes de SP das Séries A e B do Campeonato Brasileiro convocaram uma reunião de emergência nesta segunda-feira, 28, para debater o veto às bets após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar Medida Provisória (MP) que restringe a atuação das casas de aposta. O encontro acontece na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), na zona oeste da capital.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Representantes de Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Red Bull Bragantino, Mirassol, Novorizontino, São Bernardo, Botafogo de Ribeirão Preto e Ponte Preta vão discutir maneiras de minimizar o impacto financeiro causado pela proibição às bets, principal patrocinadora de grande parte dos clubes. A FPF é responsável por conduzir as conversas entre as agremiações e foi umas das articuladoras do manifesto contra a proibição às casas de aposta divulgado na última quinta-feira.

Os clubes defendem um diálogo com Brasília para tratar do tema. O Governo Federal planeja reunir representantes de clubes de futebol e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para discutir os impactos da MP. A tendência é de que a reunião seja realizada nesta terça-feira, 29, mas ainda não há confirmação por parte do Ministério do Esporte.

SESC PICASSO

Após a assinatura da MP, as casas de apostas que atuam no País têm até às 23h59 do dia 5 de outubro, um dia após o primeiro turno das eleições, para retirar qualquer tipo de publicidade, incluindo os patrocínios aos clubes de futebol - Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirmou que apostadores terão até esta mesma data e horário para resgatar saldo nos sites de jogos.

O Congresso Nacional tem até 120 dias para analisar o tema e decidir se o veto será convertido em lei definitiva.

As casas de apostas despejaram mais de R$ 1 bilhão aos clubes em 2025 nos contratos de patrocínio. Patrocinadores do ramo representam 7,9% das receitas de faturamento dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, conforme os balanços financeiros de 2025. Eles atuam como patrocínios máster de 14 das 20 equipes da competição. As exceções são Athletico-PR, Bahia, Coritiba, Internacional, Mirassol e Red Bull Bragantino.

CONTADOR - BONUS

Considerando os valores de 2025, os aportes somaram R$ 1,14 bilhão. Os 20 times bateram R$ 14,9 bilhões em faturamento, com endividamento chegando a R$ 14,3 bilhões. As duas principais competições da CBF, o Brasileirão e a Copa do Brasil, são patrocinadas pela Betano, inclusive com naming rights. Além disso, as marcas também pagam por espaços de publicidade à beira do gramado e inserções durante transmissões televisivas.

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