Clubes discutem calendário de 2025 e articulam proposta à CBF

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Os clubes começaram a discutir uma proposta à CBF para o calendário de 2025. O debate aconteceu entre os integrantes da Comissão Nacional de Clubes, que tem representantes das quatro divisões do Brasileiro.

O debate aconteceu na segunda-feira (27), na CBF, horas antes do conselho técnico da Série A.

A discussão é relevante porque 2025 terá o novo Mundial de Clubes, entre 15 de junho a 13 de julho, nos Estados Unidos.

E pelo menos três clubes brasileiros estão confirmados: Flamengo, Palmeiras e Fluminense. Isso deve forçar a CBF a paralisar o Brasileiro.

A iniciativa de tratar do assunto foi dos clubes, que imaginam ter alguma voz na confecção do calendário junto à CBF. Normalmente, a entidade decide como será a distribuição dos jogos na temporada.

Um caminho que começou a se desenhar é verificar quais cenários podem ser aplicados à Copa do Brasil.

Os clubes não chegaram a um consenso. Mas uma hipótese é começar o torneio mais tarde e jogar partidas das fases sem a turma da Libertadores justamente no período do Mundial. Essa é uma equação difícil.

O futuro dos estaduais também gera discussão. Mas os dirigentes são pessimistas em relação ao poder de barganha com a presidência da CBF e as federações em prol de uma redução muito drástica. Imagina-se um cenário de 13 datas, por exemplo. O Carioca, nesta terça-feira (28), tem 15.

PREOCUPAÇÃO COM ESTÁDIOS

Sobre a Copa do Brasil, os clubes também querem propor um cenário melhor em relação aos estádios das duas primeiras fases.

A reclamação é com a qualidade dos gramados e com a estrutura dos estádios.

No debate, os dirigentes da comissão de clubes ventilaram a ideia de pedir que a CBF coloque uma linha de corte na qualidade dos campos escolhidos.

Outra linha, segundo foi discutido, é fazer o jogo único na casa do clube de melhor ranking (acabando com o sorteio de mandos), mas dando a vantagem do empate ao time visitante, que em tese é mais fraco.

A comissão de clubes é formada por cinco representantes da Série A (Atlético-GO, Fluminense, Fortaleza, São Paulo e Internacional), dois da Série B (Botafogo-SP e Coritiba), um da Série C (Volta Redonda) e um da Série D (ASA-AL).

Os clubes devem voltar a se encontrar em três semanas. Quando um assunto é debatido na comissão de clubes, ele é posteriormente levado aos demais clubes —quando há uma proposta fechada sobre o tema.

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