Próximo Mundial terá pela primeira vez uma seleção anfitriã como atual campeã; Argentina inicia renovação após o último torneio de Messi
A Espanha chegará à Copa do Mundo de 2030 em uma condição inédita na história do torneio: será uma das anfitriãs e, ao mesmo tempo, defenderá o título mundial.
A seleção espanhola garantiu essa posição ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação da final de 2026, disputada no domingo (19), no Estádio de Nova York-Nova Jersey. Ferran Torres marcou o gol que confirmou o bicampeonato da equipe.
A próxima edição terá Espanha, Portugal e Marrocos como sedes principais. Em homenagem ao centenário da Copa, Argentina, Uruguai e Paraguai também receberão uma partida comemorativa cada.
Além da responsabilidade de defender a taça diante da própria torcida, a Espanha deverá chegar a 2030 com parte importante da geração campeã de 2026. A Argentina, vice-campeã, terá pela frente uma transição mais profunda após o último Mundial de Lionel Messi.
Base espanhola pode chegar fortalecida
O elenco espanhol campeão em 2026 reúne jogadores jovens que estarão próximos do auge físico e técnico daqui a quatro anos.
Lamine Yamal e Pau Cubarsí, titulares na campanha do título aos 19 anos, terão 22 e 23 anos, respectivamente, no início da Copa de 2030. Os dois já ocupam posições de destaque na seleção e deverão formar a base do próximo ciclo.
Pedri chegará ao torneio com 27 anos, enquanto Gavi terá 25. Nico Williams estará com 28 e poderá disputar sua terceira Copa do Mundo.
Outros integrantes do atual grupo também terão condições de permanecer. Rodri e Fabián Ruiz terão 34 anos, enquanto Dani Olmo estará com 32. A permanência dos jogadores mais experientes dependerá do desempenho nas próximas temporadas e das decisões do comando técnico.
A Espanha também acompanha atletas que ainda não tiveram espaço consolidado na seleção principal. O volante Marc Bernal, formado pelo Barcelona, é apontado como possível sucessor de Rodri.
Outro nome observado é Samu Aghehowa. O atacante de 1,93 metro nasceu na Espanha, é filho de nigerianos e já defendeu a seleção principal. Campeão olímpico em Paris, ganhou projeção com os gols marcados pelo Porto.
Argentina inicia ciclo sem Messi
A renovação argentina deverá ser mais ampla. Messi encerrou sua participação em Copas aos 39 anos e não estará no torneio de 2030, quando terá 43.
Outras referências da geração campeã em 2022 também estarão próximas do fim da carreira internacional. Rodrigo de Paul e Leandro Paredes terão 36 anos, enquanto Nicolás Tagliafico chegará aos 37.
Enzo Fernández e Julián Álvarez aparecem como candidatos a assumir posições de liderança. Eles terão 29 e 30 anos, respectivamente, no próximo Mundial.
A defesa ainda poderá contar com Cristian Romero e Lisandro Martínez, ambos com 32 anos em 2030. Lautaro Martínez, com 33, também poderá permanecer como uma das principais opções do ataque.
Entre os jogadores mais jovens, Nico Paz deverá receber mais oportunidades. O meia terá 25 anos e chega ao novo ciclo após ganhar destaque no futebol italiano.
Franco Mastantuono é outro nome tratado como parte do futuro argentino. O atacante revelado pelo River Plate terá 22 anos em 2030 e já integra o grupo de atletas acompanhados pela comissão técnica.
Joaquín Panichelli, ausente da Copa de 2026 após sofrer uma lesão no joelho, também poderá retornar durante o processo de renovação.
Responsabilidade diante da torcida
A Espanha disputará a Copa de 2030 com a missão de defender o título em seu território. A equipe terá quatro anos para preservar a estrutura campeã e incorporar novos jogadores.
A Argentina, por sua vez, receberá uma das partidas comemorativas do centenário e tentará reconstruir a equipe sem a principal referência das últimas duas décadas.
As duas seleções chegam ao próximo ciclo em situações diferentes. A Espanha parte de uma geração jovem e campeã. A Argentina precisará encontrar novas lideranças para manter a competitividade após o encerramento da era Messi.
Fonte: EBC e FIFA