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Câmara dos EUA aprova homenagem a Charlie Kirk com democratas divididos

FolhaPress 19/09/2025 19:18

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (19) uma resolução em homenagem ao ativista conservador Charlie Kirk, aliado do presidente Donald Trump, morto na semana passada enquanto discursava em uma universidade em Utah.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A Casa, controlada pelo Partido Republicano, registrou 310 votos a favor e 58 contra a aprovação da medida, que tem como objetivo honrar a vida e o legado de Kirk enquanto também condena a violência política, incluindo o assassinato do ativista.

A morte de Kirk provocou furor político em todo o país. Trump e seus aliados inflamaram o debate público, culpando grupos de esquerda pelo assassinato e pela onda de violência política que assola o país —muito embora a maioria dos atos violentos com motivação política no país venha da extrema direita.

Desde o assassinato de Kirk, o presidente Donald Trump e integrantes de seu governo têm dito que vão punir grupos de esquerda e pessoas que criticassem ou atacassem o ativista. A discussão em torno da morte já provocou uma série de demissões.

O caso mais emblemático veio à tona na quarta-feira (17), com a suspensão do programa do apresentador Jimmy Kimmel na rede ABC. Trump comemorou o afastamento do comediante e afirmou que emissoras que o criticassem estariam sujeitas à perda da licença de transmissão.

SESC PICASSO

O presidente também chegou a classificar Antifa, grupo descentralizado antifascista, como organização criminosa, na primeira medida concreta que o republicano tomou contra a esquerda após o assassinato de Kirk.

Não há evidências, contudo, de que o suspeito de 22 anos de Utah que matou o influenciador conservador com um tiro de fuzil tenha recebido ajuda externa organizada para planejar seu ataque. Também não há evidências concretas sobre sua vinculação ideológica.

A votação da homenagem a Kirk na Câmara dividiu os democratas da casa. Alguns se opuseram às declarações passadas do ativista sobre direitos de pessoas transgênero e outras questões polêmicas; outros afirmaram que não deveriam cair em uma armadilha política votando contra uma medida que condena a violência política.

CONTADOR - BONUS

"A retórica e as crenças dele [Kirk] eram ignorante e buscavam privar milhões de americanos de seus direitos —longe de 'trabalhar incansavelmente para promover unidade', como afirmado pela maioria nessa resolução [homenagem]", disse a deputada de esquerda Alexandria Ocasio-Cortez. "Podemos condenar seu terrível assassinato e o flagelo da violência política sem tornar essas ideias elevadas", afirmou.

No final, 95 democratas se juntaram a 215 republicanos para votar a favor da resolução, enquanto 58 votaram contra e 38 votaram "presente".

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