Volante destaca força aérea dos noruegueses, compara disputa com Odegaard e diz que Brasil está preparado para buscar vaga nas quartas
Bruno Guimarães espera um confronto físico e decidido nos detalhes entre Brasil e Noruega, neste domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
O volante brasileiro destacou a força dos noruegueses nas bolas paradas e afirmou que a Seleção treinou para neutralizar uma das principais armas do adversário.
A partida também colocará frente a frente dois dos jogadores que mais criaram gols no Mundial. Bruno Guimarães soma quatro assistências, enquanto Martin Odegaard, principal articulador da Noruega, tem três.
“Espero que eu possa levar a melhor. O jogo é coletivo, mas os duelos individuais são importantes. Precisamos estar em um bom dia, porque tudo pode ser decidido em alguns momentos. Quero continuar fazendo história aqui”, afirmou o camisa 8.
Bruno ressaltou que sua contribuição para a equipe não se limita aos passes decisivos. Segundo o volante, sua função também envolve iniciar as jogadas, aproximar o meio-campo dos atacantes e participar da marcação.
“Venho me sobressaindo nas assistências, mas meu futebol não é só isso. É fazer a bola chegar aos jogadores que podem criar e marcar, além de correr bastante. É o que venho fazendo, mesmo nesse calor”, declarou.
A previsão é de temperatura elevada durante a partida. Os termômetros podem alcançar 33°C no horário do jogo, com sensação térmica próxima dos 40°C.
Para Bruno Guimarães, porém, as condições climáticas atingirão as duas seleções e poderão aumentar a importância das substituições durante o confronto.
“Acho que será um jogo muito físico. É importante ter um grupo forte, com jogadores que possam entrar descansados e decidir, como fez o Martinelli. Acredito que será uma partida truncada”, projetou.
Martinelli marcou o gol da vitória brasileira por 2 a 1 sobre o Japão na fase anterior. O atacante entrou durante o jogo e garantiu a classificação da Seleção às oitavas.
Além do desgaste provocado pelo calor, o Brasil terá de lidar com a vantagem física da Noruega nas jogadas aéreas. A equipe europeia possui a maior média de altura entre as participantes da Copa.
Erling Haaland e Alexander Sorloth, principais referências ofensivas dos noruegueses, têm 1,95 metro. No Brasil, o jogador mais alto é o zagueiro Gabriel Magalhães, com 1,90 metro.
Bruno Guimarães afirmou que cobranças de falta e escanteios exigirão atenção especial da defesa brasileira.
“Em qualquer escanteio ou falta, eles vão dar a vida para tentar fazer o gol. Treinamos muito isso para neutralizar os pontos fortes. Esperamos estar em um bom dia, apresentar nosso melhor futebol e sair com a classificação”, concluiu.
Quem avançar enfrentará nas quartas de final o vencedor do confronto entre México e Inglaterra.