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Brasileiros tentam quebrar hegemonia africana na São Silvestre

FolhaPress 30/12/2023 12:15

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na 98º edição da Corrida Internacional de São Silvestre pelas ruas da capital paulista neste domingo (31), os atletas brasileiros terão como desafio tentar quebrar a hegemonia dos africanos na prova.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Já se vão 13 anos desde a última vez que um corredor local chegou ao lugar mais alto do pódio, quando Marílson Gomes dos Santos venceu pela terceira vez (também ganhou em 2003 e 2005, sendo o brasileiro mais vitorioso da prova). No feminino, Lucélia Peres, em 2006, foi a última corredora do país a vencer a São Silvestre.

Desde então, atletas da África, em especial do Quênia, se revezam entre os campeões. Os quenianos lideram a prova em conquistas, com 33 vitórias, considerando a fase internacional com estrangeiros, iniciada em 1945.

Entre os homens, o queniano Paul Tergat é o maior vencedor, pentacampeão da São Silvestre (1995, 1996, 1998, 1999, 2000).. Entre as mulheres, o recorde é da portuguesa Rosa Mota, com seis triunfos consecutivos entre 1981 e 1986.

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O Brasil ocupou o lugar mais alto do pódio em 16 oportunidades, sendo 11 vezes na categoria masculina e cinco na feminina.

Na edição de 2023, um dos favoritos entre os brasileiros é o baiano Fábio Jesus Correia. No ano passado, ele terminou a prova na quarta colocação, garantindo a melhor posição de um brasileiro na disputa.

Correia acumula entre os melhores resultados no ano a vitória na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro e na Volta Internacional da Pampulha. "O Brasil tem uma boa chance de brigar pelos primeiros lugares em razão do bom momento de vários atletas", afirmou o atleta.

Também estão entre destaques locais na competição Franck Caldeira, campeão da São Silvestre em 2006 e ouro na maratona nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, e Giovani dos Santos, seis vezes campeão da Volta da Pampulha e vencedor da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro em 2016.

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Os atletas brasileiros terão como maiores adversários nomes como dos quenianos Vestus Cheboi Chemjor, campeão da Maratona Internacional de São Paulo e de Porto Alegre em 2023, e Timothy Kiplagat Ronoh, que venceu as maratonas de Melbourne e Abu Dahbi no ano passado, além do ugandense Moses Kibet, vencedor da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro em 2023.

No feminino, o Brasil conta com a presença de Larissa Quintão, vice-campeã da Meia Maratona Internacional de São Paulo (2023), Kleidiane Barbosa, vice da Volta Internacional da Pampulha (2023), e Mirela Andrade, bicampeã sul-americana da maratona (2017 e 2022).

Entre as estrangeiras, os destaques ficam por conta das quenianas Catherine Reline Amanang'ole, campeã da São Silvestre em 2022, e Viola Jelagat Kosgei, campeã da Meia Maratona do Rio e da Volta da Pampulha em 2023, e da etíope Yimer Wude, bicampeã (2014 e 2015) e vice no ano passado na tradicional prova de rua em São Paulo.

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A largada da prova de 15 km acontece na Avenida Paulista, na altura entre as ruas Augusta e Frei Caneca. A chegada é na mesma avenida, em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero, organizadora do evento.

Serão cerca de 35 mil competidores a percorrer alguns dos principais pontos turísticos de São Paulo, como o estádio do Pacaembu, as Avenidas Ipiranga e São João e a Praça da República, além da famosa e temida subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

A largada para a categoria de cadeirantes acontece às 7h25. Às 7h40, parte a elite feminina, e às 8h05, a masculina. Haverá transmissão na TV aberta na Globo e na Gazeta. A prova prevê uma premiação total de aproximadamente R$ 300 mil. Os campeões recebem cerca de R$ 57 mil, cada.

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