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Brasileiros da flotilha que foram presos por Israel são deportados para Jordânia

FolhaPress 07/10/2025 08:02

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os 13 brasileiros que participaram da flotilha Global Sumud e que estavam presos em Israel desde a semana passada foram deportados nesta terça-feira (7) para a Jordânia. Segundo o grupo, eles foram transferidos por via terrestre da prisão de Ktzi'ot até a fronteira com o país vizinho, onde recebem assistência de autoridades consulares brasileiras.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O grupo foi capturado em águas internacionais, segundo comunicado divulgada pelos organizadores, durante uma missão que tentava furar o bloqueio imposto por Tel Aviv e entregar ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza.

Segundo comunicado divulgado pela Global Sumud antes da deportação, os ativistas seriam recebidos por diplomatas da embaixada brasileira em Amã, a capital da Jordânia, e passariam por avaliação médica. Ainda não há detalhes sobre o retorno deles ao Brasil.

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Entre os integrantes do grupo estão o ativista Thiago Ávila, detido por Israel na empreitada anterior da organização, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), a vereadora Mariana Conti (PSOL), de Campinas, e a presidente do partido no Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti. Também há outros militantes pró-Palestina e sindicalistas, incluindo Magno de Carvalho Costa, histórico dirigente do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

Antes da deportação desta terça, o único integrante do grupo brasileiro que já havia deixado Israel era Nicolás Calabrese. Apesar de viver no Brasil há mais de dez anos, ele nasceu na Argentina e tem cidadania italiana. Ao desembarcar na noite desta segunda no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ele reclamou de maus-tratos e disse que as forças israelenses agiram como terroristas.

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Os cerca de 45 barcos da flotilha partiram de Barcelona, na Espanha, no dia 31 de agosto, levando aproximadamente 400 ativistas de mais de 45 países, e começaram a ser interceptados na quarta-feira (1º). Ativistas de outras nacionalidades que já saíram de Israel e tiveram seus processos de deportação concluídos também afirmaram terem sofrido maus-tratos dentro da prisão, o que Tel Aviv nega.

Segundo nota divulgada pela Global Sumud na noite de segunda, a decisão sobre a deportação foi comunicada após representantes da embaixada do Brasil em Tel Aviv visitarem os detidos na prisão de Ktzi’ot, no deserto do Neguev, onde o grupo estava.

Além dos brasileiros, ativistas de outros países, como Argentina, Colômbia, África do Sul e Nova Zelândia, também deveriam ser libertados nesta terça.

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A libertação ocorreu no mesmo dia em que a guerra em Gaza completa dois anos. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos e gerou uma crise humanitária sem precedentes. Em nota, os organizadores da missão afirmaram que a ação marítima tinha como objetivo denunciar o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza desde 2007 —e que, segundo eles, transformou-se desde março deste ano em um cerco total, impedindo a entrada de alimentos e medicamentos.

Para o grupo, a libertação dos brasileiros tem valor simbólico. "A liberdade dos nossos integrantes no dia 7 de outubro carrega um símbolo de resistência, mas também nos lembra que não há liberdade verdadeira enquanto o cerco persistir", diz a nota. "É urgente que a comunidade internacional atue de forma concreta para pôr fim à ocupação e garantir a liberdade do povo palestino."

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