Parlamentar polonês publicou foto de duas eleitoras que demonstravam apoio a Lula e pediu dados sobre a identidade das mulheres; Itamaraty acompanha o caso
Duas brasileiras procuraram a Embaixada do Brasil em Varsóvia, na Polônia, após se sentirem ameaçadas por uma publicação feita pelo deputado europeu Dominik Tarczyński.
O parlamentar publicou, no dia do primeiro turno das eleições brasileiras, uma fotografia das duas mulheres e pediu, em caráter de urgência, informações sobre elas.
Na imagem, as brasileiras apareciam fazendo a letra “L” com as mãos, em demonstração de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma delas também usava um pin do Partido dos Trabalhadores.
“Se alguém tiver informações sobre essas mulheres, por favor, entre em contato comigo por mensagem direta. URGENTE”, escreveu Tarczyński.
A publicação levou as duas brasileiras a procurar a representação diplomática brasileira. Os nomes delas não foram divulgados.
Itamaraty acompanha o caso
O Ministério das Relações Exteriores informou que foi comunicado sobre a situação e que a Embaixada do Brasil em Varsóvia está acompanhando o episódio.
Segundo o Itamaraty, o setor consular se colocou à disposição para prestar assistência às brasileiras, caso seja necessário.
“O Ministério das Relações Exteriores, por intermédio da Embaixada do Brasil em Varsóvia, foi notificado da situação pelas cidadãs brasileiras. O setor consular da Embaixada colocou-se à disposição para prestar assistência consular às nacionais, caso solicitado”, informou o órgão.
Parlamentar é aliado da direita internacional
Dominik Tarczyński integra o Parlamento Europeu e é conhecido por posições alinhadas à direita conservadora internacional.
O deputado também já manifestou apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Após o primeiro turno das eleições brasileiras, Tarczyński parabenizou Flávio Bolsonaro pelo resultado e publicou uma fotografia ao lado do candidato do PL e de Eduardo Bolsonaro.
O episódio envolvendo as brasileiras ocorre em meio ao acirramento do ambiente político provocado pelo segundo turno da eleição presidencial no Brasil.
Até o momento, não há informação de que as duas mulheres tenham sofrido agressão física ou de que tenham sido abordadas pessoalmente pelo parlamentar. O caso permanece sob acompanhamento consular.