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Brasil passa bem pelo treino de pódio, mas Rebeca não faz novo salto

FolhaPress 25/07/2024 18:28

PARIS, FRANÇA (UOL/FOLHAPRESS) - A seleção feminina de ginástica artística do Brasil deixou ótima impressão no treino de pódio dos Jogos Olímpicos de Paris. Essa é a primeira e única oportuniade de testar não só os aparelhos, mas também se adaptar ao ginásio em que acontecerão as competições.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ainda não foi desta vez, porém, que Rebeca Andrade fez pela primeira vez publicamente o Yurchenko triplo twist (YTT), salto que ela pediu à Federação Internacional de Ginástica (FIG) para homologar. O elemento passará a se chamar "Andrade" se ela executá-la em uma competição internacional, e a primeira chance é em Paris.

Há a expectativa de que Rebeca faça esse salto em uma provável final do salto para tentar bater Simone Biles, que pela manhã cravou o seu Biles II, que tem nota de dificuldade mais alta. O salto da norte-americana vale 6,4 e a FIG anunciou que um eventual Andrade valeria 6,0 como nota de partida.

Só que esta era a única oportunidade de Rebeca treiná-lo no local da competição. Ela ainda deve voltar à Bercy Arena outras várias vezes, mas sempre para competir: domingo na fase de classificação, terça na final por equipes, quinta na final do individual geral, e depois nas finais por aparelhos.

SESC PICASSO

Nas eliminatórias, na final por equipes e na final do individual geral, cada atleta faz um salto só, e a tendência é sempre de um salto de segurança. Rebeca tem na manga um Cheng e um Amanar, que foram os dois saltos que ela treinou nesta noite.

De forma geral, a passagem do Brasil pelo treino de pódio foi ótima. Nenhuma queda na trave, o que é sempre um risco, e boas séries nas assimétricas e no solo, único aparelho em que Rebeca vacilou — em duas diagonais, pisou fora da área de competição.

CONTADOR - BONUS

Em compensação, Rebeca fez uma saída de Tsukahara grupado na trave, uma novidade na sua série, que deve aumentar bem sua pontuação. A brasileira, vale lembrar, foi bronze no último Mundial, nesse que em tese é o pior aparelho dela. Nas assimétricas, seu aparelho preferido, também dificultou a saída. No solo, adicionou uma ligação entre dois elementos.

Com séries mais difíceis, que devem ser exibidas de novo no domingo, Rebeca passa a ter uma nota de partida total mais alta para tentar concorrer com Simone Biles no individual geral. Além disso, o Brasil, em tese concorre a uma medalha por equipes. E qualquer pontuação extra, dela, de Flávia Soares, Jade Barbosa, Julia Soares e Lorrane Oliveira, pode ser decisiva.

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