Equipes atuam em operação de busca e resgate em área afetada pela destruição e pela falta de serviços básicos
Equipes brasileiras iniciaram neste sábado a operação de busca e resgate na Venezuela após o terremoto que atingiu o país. A missão ocorre em meio a um cenário de destruição, com falta de água, energia e outros serviços básicos em áreas afetadas.
A operação é coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. A ação faz parte de uma força-tarefa internacional voltada à localização de sobreviventes e ao apoio ao governo venezuelano.
O Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, além de uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações. As equipes brasileiras estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales.
Segundo o Ministério da Integração, o primeiro dia de atuação foi dedicado às buscas por vítimas sob escombros. A operação conta com sensores de movimento, aparelhos capazes de detectar sinais de celulares e seis cães farejadores.
O diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Defesa Civil Nacional, Armin Braun, afirmou que a situação no local é crítica e que as equipes trabalham contra o tempo.
“Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas”, disse.
No fim da tarde deste sábado, uma nova aeronave brasileira decolou com destino à Venezuela. De acordo com a Força Aérea Brasileira, a carga do terceiro voo inclui purificadores de ar e um módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha.
A missão brasileira deve continuar nos próximos dias, com foco no resgate de sobreviventes, no apoio emergencial à população e na estruturação de atendimento em áreas afetadas pelo terremoto.