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'Brasil defende neutralidade do Canal do Panamá', afirma Lula

Estadão Conteúdo 28/01/2026 18:24

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira, 28, a neutralidade do Canal do Panamá e criticou a falta de coesão política na América Latina e no Caribe, durante a sessão inaugural do Fórum Econômico Internacional da América Latina, realizado no Panamá. Em discurso, Lula afirmou que ainda falta convicção às lideranças regionais para a adoção de um projeto mais autônomo de inserção internacional.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"A integração em infraestrutura não tem ideologia. Por isso, o Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá, administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória", disse o petista. "O Brasil avança em ritmo acelerado na implementação do seu programa de Rotas de Integração Sul-Americana. Continuamos empenhados em trabalhar com todos os países vizinhos."

O presidente avaliou que a região não pode desperdiçar oportunidades de debate estratégico em um cenário global marcado por instabilidade geopolítica e mudanças na ordem econômica internacional.

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Na avaliação do presidente, os mecanismos de articulação política regional perderam força ao longo dos últimos anos, o que teria contribuído para o enfraquecimento da integração latino-americana. O presidente voltou a afirmar que os países da América Latina precisam construir um caminho próprio de reinserção na ordem global, superando divisões ideológicas e disputas externas. "Nossas cúpulas se tornaram rituais vazios. A Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) está paralisada, apesar dos esforços do presidente Petro", disse. "Falta convicção às lideranças regionais."

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Segundo Lula, setores estratégicos podem servir de base para um novo modelo de desenvolvimento regional, mais sustentável e integrado às demandas da transição energética global. O petista afirmou que setores como centros de dados, a bioeconomia e os minerais críticos podem contribuir para a construção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável na região.

No campo econômico, o presidente destacou a estratégia brasileira de diversificação de parceiros comerciais e anunciou a ampliação de negociações com economias emergentes e tradicionais. "Vamos ampliar os acordos com a Índia e o México. Retomamos as tratativas com o Canadá e avançamos nas negociações com os Emirados Árabes Unidos", disse.

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