Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 09h48m
Vitória News — Um jornal de verdade
Esportes

Bola aérea defensiva volta a 'aterrorizar' Corinthians após título paulista

FolhaPress 05/04/2025 11:19

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Corinthians voltou a sofrer com o "fantasma" da bola aérea defensiva após o título do Campeonato Paulista. Nas duas partidas seguintes à final -estreias no Brasileiro e Sul-Americana—, o Timão sofreu três gols que se originaram ou foram concluídos pelo alto.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Desde o início da temporada, os comandados de Ramón Díaz foram vazados 23 vezes, sendo 8 delas em falhas de jogo aéreo.

Porém, na reta final do Campeonato Paulista, a equipe alvinegra encontrou estabilidade na zaga. Entre as finais do Paulistão contra o Palmeiras, e a eliminação com vitória sobre o Barcelona de Guayaquil na pré-Libertadores, o Corinthians passou três jogos sem sofrer gols.

Após a conquista do Estadual diante do principal rival, o Timão viu a solidez da zaga desmanchar. A equipe estava há três jogos sem ser vazada —dois confrontos contra o Palmeiras na decisão do Paulista e um contra o Barcelona de Guayaquil, pela pré-Libertadores.

SESC PICASSO

Logo na estreia do Brasileirão, o Corinthians empatou com o Bahia, em Salvador, por falha em bola aérea defensiva. Luciano Juba cruzou pela esquerda, e Gilberto apareceu livre dentro da área para fuzilar de testa a rede do Timão. No fim da partida do último domingo, Héctor Hernández igualou o marcador.

A situação de fragilidade na defesa se repetiu na estreia seguinte, desta vez com derrota em casa na Copa Sul-Americana. O Huracán, da Argentina, venceu com dois gols que começaram em jogadas aéreas. O primeiro saiu em cobrança de escanteio e cabeçada de Sequeira, que estava livre de marcação. O segundo foi por falha de Gustavo Henrique, que cortou mal um cruzamento pelo alto.

CONTADOR - BONUS

Nos últimos tempos, temos trabalhado muito para tentar melhorar. O adversário vem, ganha. No primeiro gol, eles anteciparam e fizeram um grande gol. Não foi casualidade. Temos trabalhado muito a bola parada, mas o adversário também joga. São virtudes das outras equipes, dos argentinos. Veja o Fortaleza, foram cinco escanteios e três gols. É preciso mudar, ter mais atenção, trabalho e vamos fazer isso.Ramón Díaz, técnico do Corinthians, após derrota para o Huracán

MUDANÇAS NA ZAGA DIFICULTAM ENTROSAMENTO

As mudanças constantes na escalação da zaga ajudam a explicar a dificuldade de encaixe no jogo aéreo defensivo. A dupla atual, Félix Torres e Gustavo Henrique, só passou a atuar junta neste ano a partir do confronto contra o Mirassol, nas quartas de final do Campeonato Paulista.

Foram pelo menos três combinações diferentes no setor em 2025. A equipe começou o ano com André Ramalho e Cacá na linha de defesa. Depois, João Pedro Tchoca assumiu a vaga de Cacá. Com a volta do Gustavo Henrique após lesão, Félix Torres foi promovido na vaga de André Ramalho, que perdeu posição.

Anuncio - Raimundo - Bonus

Neste meio tempo, todos os jogadores que atuaram na função receberam críticas por falhas, erros de marcação e até mesmo de postura em campo. Tchoca foi o que mais "sofreu", principalmente por lances juvenis em partida da pré-Libertadores.

Pelo desgaste muscular de Gustavo Henrique, pode ser que a dupla mude novamente. O camisa 13 foi substituído, no segundo tempo da derrota para o Huracán, com dores na posterior da coxa direita. Na zona mista, o jogador ainda reclamou do desconforto.

O Timão volta a campo neste sábado (5) contra o Vasco, para buscar a primeira vitória nesta edição do Brasileirão. A bola rola às 18h30 (de Brasília), na Neo Química Arena.

A provável escalação do Corinthians é: Matheus Donelli; Matheuzinho, Félix Torres, Gustavo Henrique (André Ramalho) e Fabrizio Angileri (Matheus Bidu); Raniele, José Martínez e André Carrillo; Romero (Igor Coronado); Memphis Depay e Yuri Alberto.

Compartilhe esta notícia

Notícias Relacionadas