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Blinken diz que Estados Unidos não vão prejulgar eleição na Venezuela

FolhaPress 28/07/2024 10:13

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, afirmou neste domingo (28) que os Estados Unidos não vão prejulgar os resultados das eleições presidenciais na Venezuela.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Mais de 21 milhões de eleitores vão às urnas para decidir o futuro do país, comandado desde 2013 por Nicolás Maduro, 61. Entre os dez candidatos presidenciais a disputar a preferência dos venezuelanos, apenas Edmundo González Urrutia, 74, é um adversário real para o chavismo, desgastado pela crise econômica prolongada e sob pressão internacional.

Pouco antes do início da votação, Blinken afirmou em entrevista coletiva em Tóquio que os EUA e a comunidade internacional apoiam fortemente o direito dos venezuelanos de votar. "Pedimos a todas as partes que honrem seus compromissos e respeitem o processo democrático", disse.

"Os Estados Unidos não vão prejulgar o resultado. Esta é uma escolha para os venezuelanos fazerem, mas o povo venezuelano merece uma eleição que reflita genuinamente sua vontade, livre de qualquer manipulação", afirmou o secretário de Estado americano no Japão.

SESC PICASSO

Washington aliviou as sanções à indústria petrolífera da Venezuela em outubro passado em resposta a um acordo entre o ditador Nicolás Maduro e partidos de oposição. Porém, depois as restabeleceu devido a ações que, segundo os Estados Unidos, ameaçavam uma votação democrática inclusiva.

A reeleição de Maduro em 2018 foi rejeitada pelo governo americano e pela maioria dos líderes ocidentais como uma farsa. Autoridades dos EUA disseram que calibrarão sua política de sanções à Venezuela com base na forma como as eleições seriam realizadas.

O chefe da diplomacia americana disse que Maduro não cumpriu muitos dos compromissos assumidos naquele acordo, mas que ainda havia "enorme entusiasmo" antes do pleito.

CONTADOR - BONUS

Blinken está em viagem pela Ásia com o objetivo de reafirmar a liderança de seu país na região em um contexto de crescente influência da China. No sábado, o secretário de Estado se encontrou com o chanceler chinês, Wang Yi, no Laos.

Os dois tiveram um encontro à margem da reunião dos ministros de Relações Exteriores da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Na ocasião, Blinken elogiou o acordo entre chineses e filipinos a respeito de ações costeiras de Manila em um banco de areia disputado no mar do Sul da China.

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