Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 11h21m
Vitória News — Um jornal de verdade
Esportes

Batalha jurídica milionária após divulgação de vídeo íntimo marcou trajetória de Hulk Hogan

FolhaPress 24/07/2025 17:36

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Hulk Hogan, astro norte-americano da luta livre e do entretenimento que morreu nesta quinta-feira (24) aos 71 anos, teve sua trajetória marcada por uma batalha judicial contra a Gawker Media, formada por diversos veículos de mídia, incluindo sites de notícias, nos Estados Unidos.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em 2016, uma das páginas da rede divulgou um vídeo de Hogan fazendo sexo consensual com uma mulher.

Após o vazamento da gravação, o astro processou a Gawker. Ele contou com o apoio de um bilionário que havia declarado guerra ao grupo. A rede acabou condenada a pagar uma indenização de US$ 140 milhões (R$ 773 milhões, na cotação atual) a Hogan -um acordo feito posteriormente reduziu esse valor para US$ 31 milhões (R$ 171 milhões).

A condenação levou a empresa à concordata. O portfólio de sites da Gawker, que incluíam o Gizmodo, o Jezebel e o Deadspin, foi vendido à Univision Communications por US$ 135 milhões (R$ 745 milhões, na cotação atual), com exceção do site principal, o Gawker.com, que fechou suas portas.

SESC PICASSO

O processo de Hogan representou uma colisão entre a primeira emenda à Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão e de imprensa, e a 14ª emenda, que protege o direito à privacidade.

O caso e outras questões mais amplas referentes à primeira emenda tornaram-se tema de debate na campanha presidencial de 2016, depois que o então candidato Donald Trump --a quem Hogan declarou seu apoio na última eleição presidencial do país--, anunciou planos de reformar as leis sobre difamação e facilitar processos contra a mídia.

CONTADOR - BONUS

No processo, o ex-campeão de luta-livre do WWE (World Wrestling Entertainment) disse que sua privacidade foi violada quando o Gawker postou um trecho de quase dois minutos do vídeo.

Os advogados do Gawker argumentaram que a matéria estava protegida pela primeira emenda e disseram que Hogan já havia discutido sua vida sexual publicamente.

O júri composto por dois homens e quatro mulheres, no entanto, concordou com Hogan que sua privacidade havia sido violada, que essa violação lhe causou danos e que o astro tinha uma expectativa razoável de manter sua privacidade.

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas