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Exterior

Ataque do Irã atinge usina e acende alerta de crise hídrica no Golfo

Danos em instalação no Kuwait elevam tensão e risco de impacto regional

Estadão Conteúdo 03/04/2026 07:18

O governo do Kuwait afirmou nesta sexta-feira, 3, que um ataque iraniano danificou uma usina de dessalinização do país. A nação árabe declarou que o bombardeio iraniano causou "danos materiais a alguns componentes da planta" da usina.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A dessalinização fornece a maior parte da água para os países árabes do Golfo e para o Irã, transformando as águas salgadas do Golfo Pérsico em água potável para a região desértica. Cerca de 90% da água potável no Kuwait provém deste processo.

As usinas de dessalinização tornaram-se um alvo importante na guerra, com o Irã inicialmente acusando os EUA e Israel de atacarem uma delas no país persa, antes de começar a atacá-las nos países árabes do Golfo.

Essas nações consideram os ataques a usinas de dessalinização uma ameaça à sua própria subsistência.

Ataque a refinaria

Uma refinaria de petróleo no Kuwait também foi atingida por drones. O ataque causou um incêndio em várias unidades.

Não houve relatos imediatos de feridos ou danos ambientais na refinaria de Mina al-Ahmadi após o ataque.

SESC PICASSO

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã, os seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), foram atacados, com danos a bases militares americanas, embaixadas dos EUA e instalações de petróleo e gás natural. O Irã alega que precisa bombardear as bases dos EUA nestes países para responder à guerra iniciada por Washington e Israel, já que não tem a capacidade de atingir os EUA diretamente, mas os Estados do Golfo ficaram furiosos por estarem no meio de uma guerra que não era deles.

CONTADOR - BONUS

Os bombardeios iranianos ressaltaram as fragilidades dos países do Golfo e podem afastar as milhares de empresas que decidiram se instalar em cidades como Dubai, Abu Dhabi e Doha. Gigantes da tecnologia como Nvidia, Microsoft, Oracle e Amazon investiram em instalações de grande escala em toda a região, incluindo centros de dados para impulsionar seus investimentos em inteligência artificial.

A guerra também colocou em xeque a imunidade dos Estados do Golfo aos conflitos que ocorrem ao seu redor. Estas nações árabes se acostumaram a receber expatriados que tinham problemas em outros lugares, como milionários russos e ucranianos, além de trabalhadores de países asiáticos. (Com informações da Associated Press)

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