Ao todo, 34 aves testaram positivo para o vírus e permanecem em Curaçá sob manejo especializado, acompanhamento veterinário e medidas de biossegurança
Trinta e quatro ararinhas-azuis que testaram positivo para circovírus permanecem isoladas em Curaçá, na Bahia, sob acompanhamento veterinário e medidas de controle sanitário. As aves fazem parte do programa de conservação e reintrodução da espécie, considerada extinta na natureza.
O manejo inclui alimentação especializada, coleta de material biológico, novos testes, quarentena, isolamento sanitário e outras medidas de biossegurança destinadas a reduzir o risco de disseminação do vírus.
A separação entre aves positivas e negativas é uma das principais estratégias adotadas para preservar a saúde dos animais. Outras 69 ararinhas-azuis e duas araras-maracanãs que apresentaram resultado negativo foram transferidas para o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga, em Petrolina, Pernambuco.
As aves transferidas permanecem em quarentena, passam por acompanhamento técnico e veterinário e são submetidas a novos ciclos de testagem.
A emergência sanitária começou após a identificação de indícios de circovírus em um filhote de ararinha-azul nascido em vida livre. A confirmação da infecção levou à ampliação das medidas de monitoramento e controle.
Dos 103 indivíduos que estavam no criadouro de Curaçá, 34 apresentaram resultado positivo para o vírus e permaneceram no local para receber os cuidados necessários.
Circovírus exige controle rigoroso
O circovírus pode afetar aves e exige medidas rigorosas de biossegurança para evitar a transmissão entre animais. Por isso, além do isolamento, o acompanhamento inclui avaliações clínicas e laboratoriais contínuas.
A situação preocupa especialmente por envolver a ararinha-azul, espécie endêmica da Caatinga brasileira e alvo de um longo trabalho de conservação.
A espécie chegou a ser considerada extinta na natureza e passou a integrar programas de reprodução em cativeiro e reintrodução. Parte das aves já havia sido devolvida ao ambiente natural, tornando o controle sanitário essencial para a continuidade do projeto.
O acompanhamento das aves infectadas e das que tiveram resultado negativo deve continuar enquanto houver risco de circulação do vírus, com novas testagens e adoção de medidas destinadas a proteger os animais e preservar o programa de recuperação da espécie.