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Após usar US$ 290 mi para ajudar a eleger Trump, Musk diz que vai gastar menos com eleições no futuro

FolhaPress 20/05/2025 16:29

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O bilionário Elon Musk disse nesta terça-feira (20) que planeja gastar "muito menos" dinheiro para financiar campanhas eleitorais após destinar mais de US$ 290 milhões (cerca de 1,6 bilhão de reais) para apoiar candidatos republicanos antes das eleições americanas de 2024.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Se eu vir uma razão para gastar dinheiro em política, eu o farei", afirmou durante uma videoconferência à margem do Fórum Econômico do Catar transmitida pela agência Bloomberg, "mas, por enquanto, não vejo".

Musk é a pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio estimado em US$ 423 bilhões (cerca de R$ 2,3 trilhões), segundo o site da revista Forbes, quase o dobro do segundo da lista, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg (com cerca de R$ 1,2 trilhão).

Ele havia dito que ficaria fora da eleição de 2024, mas se tornou um dos maiores doadores individuais da história dos Estados Unidos, contribuindo com cerca de US$ 300 milhões para Donald Trump e outros republicanos, segundo registros oficiais.

Após o sucesso eleitoral de Donald Trump —a quem Musk direcionou a maior parte de seu apoio financeiro— e a obtenção da maioria republicana na Câmara dos Deputados, o chefe da Tesla se envolveu, em março, em uma eleição local em Wisconsin.

SESC PICASSO

Apoiou economicamente o republicano Brad Schimel, candidato a um assento na Suprema Corte desse estado no norte dos Estados Unidos, cuja eleição teria inclinado a balança da instância para a direita.

Nos EUA, ao contrário dos juízes federais, os magistrados locais são eleitos e quase todos têm uma filiação política conhecida. Os juízes federais, por outro lado, são nomeados pelo poder Executivo, que é guiado, em partes, por suas afinidades políticas.

O apoio de Musk e de Trump não foi suficiente para que Schimel fosse eleito. Ele foi derrotado pela democrata Susan Crawford, eleita para um mandato de 10 anos.

CONTADOR - BONUS

No começo do novo governo Trump, Musk teve um papel ativo no comando do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), que implementou cortes drásticos em gastos e promoveu demissões de servidores públicos federais.

Mesmo assim, não conseguiu atingir nem uma fração das economias prometidas. O bilionário reconheceu que o Doge ficou aquém das metas e que os cortes geraram economia inferior à esperada.

Em abril, disse que passaria menos tempo em Washington para focar na Tesla, sua empresa de veículos elétricos, após queda nas vendas e nas ações preocupar investidores.

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