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Após queda e lesão no rosto, Flávia diz ter conquistado bronze com tontura

FolhaPress 30/07/2024 19:28

PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) - Medalha de bronze no peito, Flávia Saraiva ainda tentava, duas horas após o término da disputa por equipes da ginástica artística nos Jogos Olímpicos de Paris, entender como a conquistou. A atleta do Brasil sofreu uma queda enquanto fazia seu aquecimento nas barras assimétricas, ficou com o olho direito inchado, teve um corte profundo no supercílio direito e sentiu tontura.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"No meio da competição, eu fiquei meio tonta, comecei a ficar com um pouco de dor de cabeça. Eu me sentei, bebi água e comecei a voltar. Facilitei um pouco o meu solo, porque eu não consegui me aquecer da melhor forma possível. Mas eu falei para as meninas: 'Gente, eu vou dar o meu melhor, vou lutar até o final'. Dei meu sangue, literalmente", afirmou.

A carioca acredita ter acertado o próprio rosto com o joelho. Inicialmente, não percebeu que estava sangrando e saiu da área das barras assimétricas para que a companheira Rebeca Andrade pudesse ocupar o espaço. Mas todas as colegas foram em seu socorro, até mesmo uma desorientada Jade Barbosa, que seria sua substituta no aparelho em caso de necessidade de troca.

SESC PICASSO

Flávia decidiu continuar e teve uma série de dificuldades com o curativo, que precisou ser trocado três vezes. Mas participou de todas as rotações da final, assim como Rebeca Andrade -Lorrane Oliveira, Julia Soares e Jade Barbosa se revezaram como o terceiro membro do time em cada aparelho- e deixou a Arena Bercy com sua medalha.

"Na hora em que eu caí, eu não sabia muito bem o que tinha acontecido. Só fui ver se estava inteira, achei que tinha até perdido os dentes. Eu não me vi no espelho na hora. Só me vi agora e falei: 'Meu Deus, gente, como foi que eu competi assim?'. Comentei com as meninas que não estava enxergando direito", relatou.

CONTADOR - BONUS

A atleta de 24 anos tentou se divertir com a situação e mostrou alívio com uma medalha que buscava com afinco. Ela tinha se decepcionado com o próprio desempenho nas eliminatórias individuais, no domingo (28), com classificação para a final individual geral, mas sem sucesso em sua especialidade, a trave.

"Não foi a minha melhor competição, hoje também não foi o meu melhor dia, mas eu dei o meu melhor. Graças a Deus, o resultado veio, e eu estou muito feliz de ter conquistado essa medalha por equipe. A competição por equipe é a melhor que tem, eu me sinto muito abraçada pela equipe. A gente se ama muito e sabe quanto uma luta pela outra."

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