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Andrés pode ser expulso do Corinthians? Parecer indica gestão temerária do ex-presidente

Estadão Conteúdo 21/01/2026 23:33

A Comissão de Justiça do Corinthians concluiu a apuração sobre o uso indevido de cartão corporativo pelo ex-presidente Andrés Sanchez e classificou a conduta como gestão temerária, por utilizar recursos em benefício próprio e prejudicar a imagem do clube.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

No parecer, o órgão recomenda ressarcimento aos cofres do clube e desenvolvimento de medidas de controle. Andrés admitiu ter feito uso pessoal do cartão, mas por engano, e sua defesa afirma que o caso está sendo "espetacularizado"

Agora, o dirigente está sujeito a punições, que serão debatidas pelo Conselho Deliberativo, presidido por Romeu Tuma Júnior, alvo de pressão de torcidas organizadas. Cabe a ele, se considerar necessário, abrir procedimento ético-disciplinar na Comissão de Ética para colocar penas administrativas em análise, inclusive o desligamento do quadro associativo.

SESC PICASSO

Os Gaviões da Fiel, principal uniformizada do clube, publicaram uma nota oficial em que cobram a expulsão de Andrés e Duílio Monteiro Alves, investigados por uso indevido de recursos, além de Augusto Melo, destituído por causa de irregularidades no contrato com a antiga patrocinadora Vai de Bet.

A eventual expulsão de Andrés, que é conselheiro vitalício, seria debatida no âmbito da gestão temerária, listada no estatuto do clube como motivo para destituição de presidentes e vices em exercício. Não há especificação, contudo, para os casos em que irregularidades são identificadas após o fim do mandato.

Regulamentações sobre uso de cartão corporativo tampouco fazem parte do estatuto. Isso não impediu, contudo, a conclusão de que Andrés usou recursos do clube para benefício próprio.

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Também não há descrição de expulsão como punição para conselheiros vitalícios, apenas perda de cargo se faltar em cinco reuniões consecutivas - ou 10 alternadas - e não pagar mensalidade por três meses. Em termos para todos os associados, o estatuto do clube lista os seguintes comportamentos como motivos para desligamento do quadro associativo:

- Reincidir na prática de atos punidos com suspensão;

- Deixar de pagar três contribuições associativas consecutivas;

- For condenado por sentença transitada em julgado pela prática de crimes

- hediondos ou infamantes;

- Cometer ato grave contra a moral social desportiva ou contra dirigente em - função de seu cargo;

- Denegrir a imagem do Clube.

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Além da investigação interna, Andrés Sanchez é alvo de apuração do Ministério Público, desde que foram vazados documentos que mostravam seus gastos pessoais no cartão corporativo do Corinthians. Em dezembro, ele e o ex-diretor financeiro do clube, Roberto Gavioli, foram denunciador pelo promotor Cássio Conserino por lavagem de dinheiro e crimes tributários.

Lavagem de dinheiro foi a acusação que levou o ex-presidente Alberto Dualib a deixar de ser sócio do clube alvinegro em 2008, na esteira do escândalo envolvendo o fundo de investimentos MSI.

Ele renunciou à presidência em setembro de 2007. Um ano depois, quando estava marcada a reunião para expulsá-lo do quadro associativo, ele teve a mesma postura adotada durante o processo de impeachment e pediu para ser desligado antes da votação. Dualib enviou uma carta de renúncia ao então presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Senger, e deixou de ser sócio.

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