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África do Sul receberá próxima cúpula do G20; entenda processo de escolha do país-sede

FolhaPress 19/11/2024 13:31

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A 19ª Cúpula do G20, evento que reuniu os líderes das principais economias do mundo no Rio de Janeiro, chegou ao fim no começo da tarde desta terça-feira (19), quando o Brasil transferiu a Presidência do grupo para a África do Sul, próxima anfitriã do encontro, em 2025.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A cerimônia, no entanto, foi simbólica —o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue no cargo, que é rotativo, até o dia 30 de novembro, um ano após assumir a chefia do bloco, no dia 1º de dezembro de 2023.

Durante seu mandato, o líder deve trabalhar de perto com o país que sediou o evento anterior e o que vai receber a cúpula em seguida, para dar continuidade à agenda do grupo —no caso atual, a Índia e a África do Sul. Os três formam a Troika, segundo o site do bloco.

Na tradicional foto oficial com os participantes da cúpula deste ano, o trio se posicionou no centro da imagem. Lula aparece entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Entenda abaixo como é o processo de escolha do país-sede.

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QUEM FAZ PARTE DO G20?

Fazem parte do G20 vinte países, incluindo nações como Argentina, Arábia Saudita, Estados Unidos, Rússia, França e Japão, e dois blocos econômicos —União Europeia e União Africana. Eles representam cerca de 85% do PIB mundial.

SESC PICASSO

QUANDO O BRASIL FOI ESCOLHIDO?

O anúncio de que o Brasil seria o anfitrião do encontro de 2024 foi feito no encerramento da cúpula de 2021, em Roma, na Itália. A cidade-sede não foi definida na ocasião —a escolha pelo Rio seria anunciada apenas em maio do ano passado pelo governador fluminense, Cláudio Castro.

QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS PARA ESCOLHA?

O anfitrião é o país do presidente de ocasião do bloco, um cargo rotativo que segue algumas regras estabelecidas em 2010.

CONTADOR - BONUS

Há cinco grupos que dividem os países do G20 com base em critérios regionais, principalmente. O Brasil, por exemplo, está com Argentina e México. A cada ano, um desses grupos tem a chance de receber a cúpula, e cabe às lideranças decidir qual nação será a escolhida.

Embora seja um processo interno, a negociação pode levar em conta a conjuntura local —ou seja, a situação de cada país para receber um evento desse porte— e o ineditismo. O Brasil, por exemplo, nunca havia recebido a cúpula desde a criação do grupo, em 1999.

QUEM SÃO OS PRÓXIMOS ANFITRIÕES?

A próxima cúpula do G20 ocorre em Joanesburgo, na África do Sul, e a de 2026 será nos EUA, que ainda não decidiram a cidade-sede.

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