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Empresas do Espírito Santo apoiam projeto de inclusão social com o uso de incentivos fiscais

Por Redação VitóriaNews
Cesan, Grupo Águia Branca, Unimed, Unilider, Technip são algumas empresas que estão apoiando através do remo a proposta junto a moradores de Vitória. Reprodução cvdvida.org.br
Cesan, Grupo Águia Branca, Unimed, Unilider, Technip são algumas empresas que estão apoiando através do remo a proposta junto a moradores de Vitória. Reprodução cvdvida.org.br

O projeto “Remando para a inclusão”, que é financiado com incentivos fiscais e tem como objetivo de promover a inclusão social de crianças, adolescentes e adultos através de prática esportiva, vai ser apresentado ao mundo empresarial do Espírito Santo nesta quinta-feira (26). A apresentação será no Clube Álvares Cabral, na Avenida Beira-Mar, a partir das 13 horas. Segundo a representante da empresa de consultoria em Vitória (ES) LS Nogueira, Gleide Teixeira, os recursos para essa fase inicial foram captados junto a empresas locais no ano passado, através de deduções legais do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IR).

A instituição que gerencia o projeto é o Centro de Vivência Despertar para a Vida. Participaram nessa fase inicial, através de apoio com incentivos fiscais, as seguintes empresas do Estado: Cesan, Grupo Águia Branca, Unimed, Unilider, Technip, Isapa, Capri e a empresa paulista Motociclo. Gleide Teixeira observou que essas empresas deram a sua contribuição como uma parcela de contribuição social sem que tenha onerado o caixa dessas firmas, usando a destinação de tributos já pagos como é permitido pela legislação em vigor.

O Projeto vai atender, através do remo, 100 alunos por ano. Todos passarão por uma avaliação psicóloga e fonoaudióloga, trabalhando o indivíduo como todo, ou seja, na parte física e nos aspectos cognitivos e psicológicos. A indicação dessas, segundo Teixeira, foi da Technip e boa parte dos alunos são residentes no Bairro Ilha do Príncipe, onde  aquela indústria de suporte à exploradoras de petróleo tem a sua unidade industrial.

A proposta é utilizar o projeto para dar à comunidade uma contribuição para a formação social, promoção educacional e assistencial, além de despertar as respectivas famílias para uma melhor qualidade de vida. A intenção, explicou, é a independência física; potencializar a capacidade psicomotora; promover a prática esportiva e formar cidadãos ciente dos seus direitos e deveres. Para viabilizar esse e outros projetos no Espírito Santo estão sendo formadas parcerias com a iniciativa privada através das Leis de Incentivo Fiscal.

Ela disse que grande parte dos empresários desconhece a importância e o valor estratégico de gestão ao investir em responsabilidade social e as formas legais de como fazer isso com um custo zero. Com as Leis de Incentivo Fiscal, é possível destinar até 9% do Imposto de Renda para projetos sociais, culturais e esportivos com resultados surpreendentes. Para se ter uma ideia, a média anual de arrecadação de IR (pessoa jurídica) somente em Vitória é de R$ 250 milhões.

O grupo com as 100 pessoas que darão início ao projeto no Estado tem idade entre nove e 29 anos. “Através do remo é possível proporcionar melhoria social e acadêmica e contribuir para a inclusão social”, ressaltou Gleide Teixeira. O projeto foi aprovado pelo Governo Federal. Segundo a representante da empresa que gerencia, a proposta foi entregue e aprovada através do Ministério dos Esportes.

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