Sustentabilidade

Dezenas de pinguins permanecem no Centro de Reabilitação, em Cariacica (ES) até completar troca de penas

Por Walter Conde/Redação VitóriaNews
Foto: Ipram-ES
Foto: Ipram-ES

Devido a troca de penas, dezenas de pinguins vão ficar mais uns dias no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), em Jardim América, Cariacica (ES). De acordo com o Ipram a devolução dos pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) ao mar não pode ocorrer devido à troca de plumagem dos animais.

Alimentados com sardinha, os pinguins encontram-se ainda com falhas de penas por causa da muda, que ocorre anualmente entre fevereiro e março. Segundo o Ipram, atualmente a plumagem dos animais está feia, arrepiada e amarronzada, deixando os bichos com um aspecto de mal cuidados.

No período de troca de plumagem, os pinguins passam a se alimentar com mais intensidade para recuperar o peso e acumular reservas energéticas. Devido a isso o peso deles alcança atualmente seis quilos. Os pinguins foram resgatados em trabalhos voluntários efetuados entre o litoral Norte do Rio de Janeiro e a Bahia, e alguns foram capturados em Alagoas.

O Ipram funciona dentro da área pertencente ao do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), em Jardim América, logo após a Estação Pedro Nolasco. De acordo com a entidade, os pinguins-de-magalhães são originários da Patagônia e no inverno sobem o Atlântico através da corrente das Malvinas para buscar alimentação. Nessa “viagem” alguns acabam se perdendo do grupo e chegam ao litoral do Espírito Santo.

Esses pinguins não vivem no gelo da Antártida por serem originários da Patagônia, no extremo Sul do continente. Os animais, de acordo com o Ipram, possuem temperatura corporal entre 38,5 e 41 graus Celsius. Quando chegam ao litoral brasileiro estão cansados, desnutridos e com frio, devido ao esgotamento das reservas energéticas.

COMO AJUDAR – O Ipram recomenda aos frequentadores do litoral do Estado que ao avistarrem pinguins nadando próximo à praia, fugindo das pessoas, ou nadando entre os barcos, não tentem capturá-lo mas colaborem com sua preservação, entrando em contato com as autoridades. O Ipram alerta que esses pinguins não devem ser colocados em locais frios porque morrem por hipotermia.