19/10/2013 - 11h49
Fenômeno conhecido como “maré vermelha” mudou o visual da praia e assustou a população
Por Redação VitóriaNews
Fenômeno foi causado pela alga Neoceratium hircus, espécie comum no litoral do Espírito Santo e que não apresenta risco de toxidade

Imagem Divulgação
Após realizar vistorias no local e coletar material para análise em laboratório, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) informa que a mancha escura vista recentemente na Praia de Camburi, trata-se de uma proliferação de algas, fenômeno mais conhecido como “maré vermelha”.

O parecer elaborado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) por solicitação do órgão foi divulgado oficialmente na sexta-feira (18). A espécie identificada foi a Neoceratium hircus e não apresenta risco de toxidade significativa, sendo comum em toda a costa do Espírito Santo.

O fenômeno já há foi observado outras vezes no local e, normalmente, é causado pelo aumento de nutrientes na água, que associados à luz promovem uma reprodução acelerada do material. Naturalmente, a mancha é dissipada pela corrente marinha.

A primeira vistoria do Iema foi realizada no dia 10 de outubro com apoio da Capitania dos Portos. Em seguida, os analistas do Instituto recolheram amostras do material para análise biológica.

Na amostra examinada a concentração estimada de Neoceratium hircus foi de 860 mil organismos por litro. Ou seja, quantidade 100 vezes maior do que a concentração normal encontrada no litoral do estado. Desta forma, a floração identificada não oferece ameaça à saúde humana.

Também está em conclusão na Ufes um parecer para identificar a origem dos nutrientes que promovem a concentração elevada destas algas e ainda não é possível identificar sua procedência.
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