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Moradores 'adotam' quartos e garantem reforma de Santa Casa em Tatuí
Conteúdo editorial fornecido por Estadão


Os 33 quartos com 111 leitos da Santa Casa, único hospital que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Tatuí, interior de São Paulo, estão sendo reformados sem custo algum para os cofres públicos ou da própria instituição. Motivados por uma campanha lançada pela prefeitura, moradores e empresários adotaram os quartos e assumiram o pagamento das reformas, orçadas em R$ 15 mil por unidades, totalizando R$ 495 mil. O hospital, que está sob intervenção municipal desde maio deste ano, ainda tem dívidas, mas já não corre o risco de fechar as portas.

A campanha "Abrace a Santa Casa" foi iniciada em junho, após a prefeitura assumir a gestão do hospital, que estava em vias de suspender o atendimento por dívidas com médicos e fornecedores. Coordenada pelo Fundo Social de Solidariedade, a mobilização conseguiu o apoio inicial de empresas, sindicatos e clubes de serviços, mas logo ganhou a adesão de moradores, como a aposentada Madalena Smanioto, de 67 anos. Ela passou por uma cirurgia no hospital há seis anos e diz que foi muito bem atendida. "Tenho um bom plano de saúde, mas decidi ajudar pensando nas pessoas que ficam internadas em quartos com camas velhas, sem ar condicionado, como vi lá."

O engenheiro aposentado José Fernando Campos, de 70 anos, adotou um quarto em memória de sua esposa, Judite, que faleceu há dois anos, em decorrência de uma doença rara. "Ela foi atendida muitas vezes lá e muito bem atendida. Eu também já fui socorrido na Santa Casa. Tenho plano de saúde, mas a gente tem de olhar as pessoas que dependem do SUS."

O hospital, tradicional na cidade de 118 mil habitantes, atende também pacientes de outras quatro cidades. São cerca de 400 procedimentos por mês.

Fundada em 1895, a Santa Casa de Misericórdia passou por várias crises financeiras, atribuídas principalmente à defasagem na tabela do SUS. Em dezembro, os funcionários entraram em greve por falta de pagamento. No início deste ano, os médicos também pararam após ficarem três meses sem receber. Leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e da pediatria clínica foram desativados. Havia risco de interdição parcial por falta de condições do prédio, desgastado pelo uso. As dívidas chegam a R$ 31 milhões.

"Os desafios ainda são grandes, mas pagamos os funcionários e médicos e reabrimos a UTI com sua capacidade total. Administramos a dívida e o apoio da comunidade está sendo importante nesse momento", disse a prefeita Maria José Gonzaga (PSDB).

A reforma dos quartos inclui a parte elétrica, instalação de ar condicionado, pintura e troca do mobiliário cama hospitalar e poltronas para acompanhantes. O prédio tem três pavimentos e a restauração do segundo piso, com 11 quartos, será inaugurada em dezembro deste ano. A reforma completa deve ser concluída no primeiro semestre de 2018.

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