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Economia
Tarefa do lar é coisa de mulher, diz IBGE
Folhapress
LUCAS VETTORAZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - As mulheres se dedicam mais aos cuidados pessoais e no auxílio de atividades educacionais dos filhos. Já os homens costumam monitorar e realizar atividades como ler, jogar ou brincar com as crianças --mas, ainda assim, não tanto quanto as mulheres.

A conclusão é do complemento inédito sobre trabalho não remunerado da Pnad Contínua, pesquisa do IBGE, com dados de 2016.

De acordo com o levantamento, 26,9% da população de 14 anos ou mais no país cuida de um integrante do domicílio --filhos, enfermos, deficientes ou idosos. Mas, na divisão por gênero, a diferença é expressiva: mulheres (32,4%) atuam mais dos que os homens (21%).

As mulheres também superam em muito os homens quando é avaliado o percentual dos que atuam no auxílio nos cuidados pessoais.

Apenas 65% dos homens o fazem, enquanto o percentual das mulheres chega a 86,9%. Nas atividades educacionais, elas respondem por 71,1%, enquanto eles, 58,8%.

Nas atividades voltadas ao lazer, como leituras e brincadeiras, a diferença entre sexos é pequena: elas respondem por 74%, e eles, 72,1%.

Os homens não superam as mulheres em nenhuma dos quesitos avaliados.

Na atividade de monitorar ou fazer companhia dentro do domicílio, os homens que desempenham essa atividade representam 84,2% da população que promove algum tipo de cuidado, enquanto as mulheres são 88,6%.

No transporte para a escola, médico ou parque, elas também se dedicam mais --70,8% ante 66,9% dos homens.

DIVISÃO DESIGUAL

Nove em cada dez mulheres realiza afazeres domésticos no país: 89,9% delas dedicaram pelo menos uma hora por semana para atividades como cozinhar, lavar louça, limpar a casa, cuidar da organização do domicílio, fazer compras e cuidar de animais. Na outra ponta, homens fazem menos atividades domésticas: 71,9%.

Os homens que mais fazem serviços domésticos têm emprego (75,5%), são os principais responsáveis pelas contas do domicílio (80,6%), têm entre 25 e 49 anos (75,9%) e são brancos (73,9%).

Já o perfil da mulher que mais trabalha nas atividades da casa é de cônjuge ou companheira de principal responsável pelo domicílio (95,6%), é negra (90,9%), tem de 25 a 49 anos (93,5%) e também tem um emprego (92,2%).

VOLUNTARIADO

O IBGE concluiu que o Brasil teve 6,5 milhões de trabalhadores voluntários no ano passado. Esse total representa 3,9% da população maior de 14 anos. As mulheres (4,6%) fazem mais voluntariado do que homens (3,1%). A Segundo a pesquisa, pessoas de 50 anos ou mais fazem mais voluntariado (4,6%) que jovens de 14 a 24 anos (2,5%) e de 25 a 49 anos (4,1%). Pessoas ocupadas (4,2%) fazem mais trabalho voluntário do que desempregadas (3,6%) --eram 6,7 horas por semana dedicadas ao voluntariado.
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